“Quer ser o Pedro Taques 2?”: Mauro Mendes critica promessa de RGA de Wellington Fagundes e diz que medida pode quebrar o Estado, VEJA O VÍDEO

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JB News por Nayara Cristina O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), reagiu nesta quarta-feira (11) às declarações do senador e pré-candidato ao governo do Estado, Wellington Fagundes (PL), sobre o pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) aos servidores públicos estaduais. Durante conversa com a imprensa após a entrega do Residencial Vilagio, em Cuiabá, Mendes afirmou que promessas de pagamento integral do passivo da recomposição salarial podem levar o Estado novamente a uma crise fiscal semelhante à registrada em gestões anteriores. A reação do governador ocorreu após Fagundes declarar, em uma publicação nas redes sociais, que pretende honrar o pagamento da RGA caso seja eleito governador em 2026. Ao responder um questionamento de um servidor público sobre a defasagem salarial da categoria, o senador afirmou que dívida precisa ser paga e que o governo deve dar exemplo. “Dívida tem que ser honrada por qualquer cidadão. Imagine o governo, que tem que dar o exemplo. O meu governo será um governo de compromisso com o servidor público. Portanto, honrarei com a RGA”, afirmou o senador na publicação. Ao comentar a declaração, Mendes fez duras críticas e comparou o posicionamento do senador à gestão do ex-governador Pedro Taques, frequentemente apontada pelo atual governo como responsável por desequilíbrios fiscais enfrentados pelo Estado em anos anteriores. Segundo Mendes, propostas que ampliam despesas sem apresentar fontes de receita podem comprometer novamente as contas públicas de Mato Grosso. “Eu tenho que reduzir despesas. É engraçado que alguns políticos querem reduzir receitas e aumentar despesas. Politicamente assim quebra o Estado. O Pedro Taques quebrou o Estado. O Wellington está tomando o mesmo caminho do Pedro Taques para quebrar o Estado. Quer ser o Pedro Taques 2?”, questionou o governador. O chefe do Executivo estadual também citou estimativas financeiras relacionadas à reivindicação dos servidores públicos. De acordo com Mendes, se o Estado tivesse que pagar integralmente o passivo da RGA apontado por sindicatos do funcionalismo, o impacto nas contas públicas poderia chegar a aproximadamente R$ 4 bilhões. Cálculos apresentados por entidades sindicais indicam que a defasagem salarial acumulada ao longo dos últimos anos chegaria a cerca de 19,5%. Parte desse passivo está relacionada ao período da pandemia da Covid-19, quando uma legislação federal suspendeu temporariamente a obrigatoriedade da recomposição salarial para servidores públicos estaduais e municipais. Desde então, o tema passou a ser um dos principais pontos de embate entre o governo estadual e categorias do funcionalismo público. Em períodos eleitorais, o debate tende a ganhar ainda mais força, com promessas de candidatos sobre a recomposição salarial e o pagamento de eventuais passivos acumulados. Durante a entrevista, Mendes também citou outras propostas discutidas no ambiente político que, segundo ele, poderiam comprometer o equilíbrio fiscal do Estado caso fossem implementadas. “Eu já vi um aí propondo acabar com o Fethab, que tira cerca de R$ 3 bilhões da arrecadação. Ao mesmo tempo querem pagar RGA atrasado que pode representar mais R$ 4 bilhões de despesas. No segundo ano de gestão, Mato Grosso estaria totalmente quebrado”, afirmou. A discussão ocorre em meio ao início das articulações políticas para a sucessão estadual de 2026. Wellington Fagundes é apontado como um dos possíveis candidatos ao governo de Mato Grosso e deve disputar espaço com o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), considerado o nome mais próximo do grupo político de Mauro Mendes para a continuidade da atual gestão. Apesar de reconhecer a importância de apoios políticos nacionais, o governador também afirmou que a responsabilidade pela administração do Estado recai exclusivamente sobre quem ocupa o cargo. “O apoio político é importante, seja de quem for. Mas quem senta na cadeira para governar é quem ganha a eleição. Não é nem Lula nem Bolsonaro que vão administrar Mato Grosso. Quem governa precisa ter competência, história e capacidade para administrar”, declarou Mendes. [playlist type="video" ids="382375"] Veja :