FUGITIVO LOCALIZADO

Polícia prende no Pará suspeito de matar mulher após denúncia contra traficante em MT

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Polícia prende no Pará suspeito de matar mulher após denúncia contra traficante em MT

Por Emerson Teixeira

Investigado pela morte de Aline Cristiane Rocha Lourenço foi encontrado trabalhando na zona rural de São Félix do Xingu mais de um ano após desaparecimento da vítima

Uma investigação iniciada com o desaparecimento de uma mulher em Alto Boa Vista terminou, nesta semana, com a prisão de um homem de 32 anos a mais de mil quilômetros do local do crime. O investigado pela morte de Aline Cristiane Rocha Lourenço, de 41 anos, foi localizado pela Polícia Civil em São Félix do Xingu, no Pará.

A prisão ocorreu em 6 de outubro em uma ação conjunta das Polícias Civis de Mato Grosso e do Pará.

Aline desapareceu em 27 de junho de 2025. Dois dias depois, a ausência dela foi comunicada às autoridades pelo empregador.

As investigações passaram a trabalhar com a hipótese de homicídio e avançaram sobre pessoas ligadas ao tráfico de drogas na região.

Segundo a Polícia Civil, Aline teria sido morta após denunciar um traficante que posteriormente acabou preso. A apuração também identificou informações relacionadas a dívidas envolvendo drogas como parte do contexto investigado.

Meses depois do desaparecimento, em novembro de 2025, restos mortais foram encontrados em uma área situada a aproximadamente 12 quilômetros de Alto Boa Vista.

Próximo ao local também foram localizados uma bolsa e documentos relacionados à vítima.

O material encontrado passou pelos procedimentos periciais enquanto os investigadores avançavam na identificação de suspeitos.

Ainda em novembro do ano passado, o homem agora preso passou a ser apontado como possível envolvido, mas não foi localizado para cumprimento da ordem judicial.

O trabalho de inteligência continuou e indicou que o investigado havia deixado Mato Grosso e estaria circulando por propriedades rurais na região de São Félix do Xingu, onde trabalhava em fazendas na tentativa de evitar sua localização.

As informações foram compartilhadas com a Polícia Civil paraense e permitiram o cumprimento do mandado.

Com a prisão, o investigado ficará à disposição da Justiça e deverá responder às acusações formalizadas no decorrer do processo.

A captura não representa condenação. A responsabilidade criminal ainda deverá ser discutida judicialmente, com direito de defesa e análise das provas reunidas no inquérito.