OPERAÇÃO FRACTA

Polícia Civil prende 8, desmonta esquema de mortes encomendadas e avança contra facção em MT

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Polícia Civil prende 8, desmonta esquema de mortes encomendadas e avança contra facção em MT

JB News

Por Emerson Teixeira

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (28), a Operação Fracta com o objetivo de desmontar a estrutura de uma facção criminosa envolvida em assassinatos, tentativas de homicídio e disputas violentas por território no município de Peixoto de Azevedo e região. A ofensiva mobiliza forças de segurança em diferentes cidades e estados, evidenciando o alcance da organização investigada.


Ao todo, estão sendo cumpridas 24 ordens judiciais, sendo 16 mandados de busca e apreensão e oito de prisão preventiva, expedidas pela Justiça local. As ações ocorrem simultaneamente em Peixoto de Azevedo, Alto Garças, Várzea Grande e também em Rio Branco, com apoio de unidades regionais e da Polícia Civil acreana.


As investigações revelaram um esquema estruturado e articulado, no qual integrantes da facção atuavam em funções específicas. Parte do grupo era responsável por mapear possíveis alvos — coletando endereços, imagens e dados pessoais de rivais — além de providenciar veículos e armas. Essas informações eram repassadas a executores, apontados como “mercenários”, encarregados de colocar em prática os homicídios.


De acordo com a apuração policial, os investigados têm ligação direta com pelo menos duas tentativas de assassinato registradas em 2025, quando dois jovens, de 19 e 20 anos, foram baleados. As vítimas seriam integrantes de um grupo rival, o que reforça o cenário de confronto entre facções na região.


O delegado responsável pelo caso, Thiago Barros, destacou que a operação busca atingir o núcleo da organização criminosa, interrompendo a cadeia de comando e execução dos crimes. Segundo ele, a ação representa um avanço no enfrentamento qualificado às facções no interior do estado, com foco na redução da violência e na retomada da segurança nas cidades afetadas.


O nome da operação, “Fracta”, tem origem no latim e pode ser traduzido como “quebrada”. A escolha faz referência à tentativa das forças de segurança de interromper o funcionamento contínuo do grupo criminoso, que utilizava a expressão “a engrenagem não para” para simbolizar a sequência de crimes praticados.


A ofensiva integra o planejamento estratégico da Polícia Civil para 2026, dentro da Operação Pharus, vinculada ao programa Tolerância Zero contra organizações criminosas. Também faz parte da Operação Nacional coordenada pela Renorcrim, sob articulação do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que promove ações integradas em todo o país para enfraquecer estruturas do crime organizado.


Com a ação, a Polícia Civil busca não apenas prender os envolvidos, mas também desarticular a logística e o fluxo de informações da facção, atingindo diretamente o mecanismo que sustentava a sequência de execuções e planos criminosos na região.