CRESCIMENTO NA QUAEST

Pivetta cresce seis pontos em um mês, chega a 29% e alcança dianteira numérica na disputa pelo Governo de MT

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Pivetta cresce seis pontos em um mês, chega a 29% e alcança dianteira numérica na disputa pelo Governo de MT

JB News

Por Nayara Cristina

O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) avançou seis pontos percentuais em um mês e passou a ocupar a dianteira numérica na corrida pelo Governo de Mato Grosso, segundo a segunda rodada da pesquisa Quaest, divulgada nesta sexta-feira (25). O candidato à reeleição passou de 23%, registrados em agosto, para 29% das intenções de voto no levantamento estimulado realizado na reta final da campanha.

O senador Wellington Fagundes (PL), que aparecia numericamente à frente na pesquisa anterior, permaneceu com os mesmos 27%. Com a movimentação registrada entre agosto e setembro, a diferença numérica entre os dois passou de quatro pontos favoráveis ao candidato do PL para dois pontos favoráveis a Pivetta.

Como a margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, Pivetta e Wellington permanecem tecnicamente empatados.

A mudança registrada pela Quaest está, portanto, no movimento das intenções de voto entre as duas rodadas. Em 25 de agosto, Wellington aparecia com 27% e Pivetta com 23%. Um mês depois, Wellington continua com 27%, enquanto o governador alcançou 29%.

A médica Natasha Slhessarenko (PSD) também cresceu no período. Ela passou de 8% para 11%, avanço de três pontos percentuais.

Sargento Laudicério (Agir) aparece com 2%, mesmo percentual registrado em agosto. Maurício Coelho (Mobiliza) passou de 1% para 2%, enquanto Rafaell Milas (Missão) oscilou de 2% para 1%.

Outro movimento ocorreu entre os eleitores que não escolheram nenhum candidato. O percentual dos que responderam que votarão em branco, anularão o voto ou não pretendem votar caiu de 29% para 22%.

Os indecisos também diminuíram, passando de 8% para 6%.

A pesquisa mostra ainda que aumentou a parcela do eleitorado que considera sua decisão definitiva. Em agosto, 52% diziam estar decididos. Agora são 64%. Outros 35% afirmaram que ainda podem mudar de candidato até a eleição.

Pivetta também avança sete pontos na espontânea

O crescimento de Pivetta aparece de forma ainda mais acentuada quando a Quaest pergunta em quem o eleitor pretende votar sem apresentar previamente os nomes dos candidatos.

Na pesquisa espontânea, Pivetta passou de 9% em agosto para 16% em setembro, crescimento de sete pontos percentuais.

Wellington também avançou nesse levantamento, passando de 6% para 9%.

A diferença numérica entre os dois, que era de três pontos em agosto, passou para sete pontos na nova rodada.

Natasha apresentou crescimento de três pontos, saindo de 1% para 4%.

Rafaell Milas, Sargento Laudicério e Maurício Coelho aparecem com 0% na espontânea.

Apesar do crescimento dos nomes mencionados espontaneamente, a maior parcela do eleitorado ainda não cita nenhum candidato quando não recebe a lista de concorrentes.

Os indecisos representam 65% nessa modalidade. Em agosto eram 78%.

Outros 4% disseram espontaneamente que pretendem votar em branco, anular ou não votar.

Segundo turno também registra movimentação

A Quaest realizou ainda três simulações de segundo turno.

No confronto entre Wellington e Pivetta, o senador aparece numericamente com 41%, enquanto o governador registra 36%. Em agosto, Wellington tinha 38% e Pivetta, 29%.

Nesse cenário, portanto, Pivetta avançou sete pontos e Wellington, três. A diferença numérica entre os dois caiu de nove para cinco pontos. Considerada a margem de erro de três pontos para cada resultado, os intervalos estimados se sobrepõem.

Na simulação entre Pivetta e Natasha, o governador registra 46%, contra 29% da candidata do PSD. Na rodada de agosto, eram 34% para Pivetta e 23% para Natasha.

No terceiro cenário testado, Wellington aparece com 48% e Natasha com 27%.

Avaliação positiva do governo sobe

A mesma pesquisa também mediu a avaliação da administração estadual.

A parcela dos entrevistados que classifica o governo como positivo passou de 36% em agosto para 42% em setembro.

A avaliação regular caiu de 36% para 27%, enquanto a negativa passou de 7% para 5%.

Quando a pergunta é sobre aprovação ou desaprovação da administração, 51% afirmaram aprovar o governo Pivetta, 10% desaprovar e 39% não souberam ou não responderam.

Na rodada anterior, a aprovação era de 53% e a desaprovação, de 12%.

A pesquisa perguntou ainda se o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) merece eleger um sucessor. O percentual dos que responderam positivamente passou de 55% para 61% entre agosto e setembro. Outros 22% responderam negativamente e 17% não souberam ou não responderam.

Levantamento ouviu 804 eleitores

A pesquisa Quaest foi realizada entre os dias 21 e 24 de setembro com 804 eleitores de Mato Grosso de 16 anos ou mais.

A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança informado é de 95%.

O levantamento foi contratado pela Rede Matogrossense de Comunicação (RMC) e está registrado na Justiça Eleitoral sob os números MT-08098/2026 e BR-09594/2026.

A comparação das duas rodadas da Quaest mostra que a principal alteração na disputa entre agosto e setembro ocorreu no percentual de Pivetta: o governador saiu de 23% para 29% no cenário estimulado e de 9% para 16% na espontânea, enquanto Wellington permaneceu em 27% na estimulada e avançou de 6% para 9% na espontânea.

A nove dias do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, Pivetta aparece numericamente à frente no cenário estimulado, mas permanece tecnicamente empatado com Wellington considerando a margem de erro da pesquisa.