PÓS-DEBATE

Pivetta abre ofensiva, liga Wellington a corrupção de Sinval Barbosa, ao Dnit de Lula a Temer e promete revelar escândalos das emendas

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Pivetta abre ofensiva, liga Wellington a corrupção de Sinval Barbosa, ao Dnit de Lula a Temer e promete revelar escândalos das emendas

JV News

Por Nayara Cristina

Governador afirma que evitará troca de farpas, promete ampliar o olhar social do Estado e confirma apoio a Flávio Bolsonaro na disputa presidencial

O governador de Mato Grosso e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), avaliou positivamente sua participação no primeiro debate entre os postulantes ao Palácio Paiaguás, realizado na manhã desta terça-feira (18) pela Rádio Centro América FM. Após o confronto, ele afirmou que pretende evitar embates pessoais durante a campanha, embora tenha endurecido as críticas contra o senador Wellington Fagundes (PL), seu principal adversário na disputa.

Pivetta disse que participou do debate com tranquilidade e afirmou que, daqui para frente, buscará concentrar sua campanha na apresentação de propostas. Segundo o governador, a população está mais interessada em conhecer os projetos dos candidatos do que em acompanhar sucessivas trocas de acusações.

“Da minha parte, eu vou evitar, porque o povo quer ouvir propostas. Eu e a Gisela formamos uma dupla que, tenho certeza, vai governar Mato Grosso como nunca foi antes”, declarou, referindo-se à candidata a vice-governadora Gisela Simona (União Brasil).

O republicano prometeu dar maior atenção às políticas sociais e abrir diálogo com os servidores públicos caso seja reconduzido ao cargo. Ele também defendeu que a experiência administrativa acumulada pelo grupo permitirá preservar os resultados positivos e corrigir eventuais falhas da atual gestão.

“Vamos ter um olhar mais voltado para a área social, ouvir os servidores. Nós temos disposição, experiência e maturidade para fazer um bom governo, baseado em tudo que já fizemos de bom, corrigindo algumas coisas que precisam ser corrigidas. Não temos compromisso com nada que seja errado”, afirmou.

Questionado sobre os ataques recebidos desde o início da corrida eleitoral, Pivetta assegurou que responderá por meio das ações do governo. Ele ressaltou que sua principal responsabilidade continua sendo comandar o Estado, mesmo durante o período de campanha.

“Eu tenho recebido bastante ataques. Vou responder com trabalho e com as ações que já fizemos. A primeira responsabilidade que tenho hoje é governar Mato Grosso. Muitos ataques são covardes e improcedentes, mas, na política, isso existe. Com Deus no comando, vamos tendo coragem todos os dias para fazer o enfrentamento necessário”, disse.

Apesar de declarar que pretende evitar trocas de farpas, Pivetta voltou a fazer duras acusações contra Wellington Fagundes. Durante o debate, o governador relembrou declarações atribuídas ao ex-governador Silval Barbosa envolvendo a influência política do senador sobre o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

Na entrevista concedida após o programa, Pivetta afirmou que a abordagem não faz parte apenas de uma estratégia eleitoral, mas seria uma informação que, em sua avaliação, precisa ser conhecida pela população. As acusações, no entanto, foram apresentadas pelo governador e dependem de comprovação, além de estarem sujeitas à manifestação do senador citado.

“O que eu falei ali é a mais pura verdade, e ele não contestou. Ele fugiu da resposta. Ele mandou nas estradas de Mato Grosso nos governos Lula 1, Lula 2, Dilma 1, Dilma 2, Temer e até o Bolsonaro, que o expulsou do Dnit. Tudo passava por ele. O superintendente do Dnit aqui de Cuiabá era da casa dele”, disparou Pivetta.

O governador também indicou que pretende trazer novos questionamentos sobre a atuação de Wellington na destinação de emendas parlamentares. O assunto, antecipado por Pivetta na semana anterior, não foi aprofundado durante o debate por falta de oportunidade.

“Hoje não deu para encaixar isso, mas, ao longo da campanha, vocês vão saber”, avisou.

Pivetta afirmou ainda que, embora prefira dedicar seu tempo às atividades administrativas, considera os debates necessários para que os candidatos prestem contas e apresentem seus projetos à população.

“Se vocês me perguntassem se eu prefiro vir ao debate ou ir trabalhar, eu prefiro ir trabalhar. Mas nós devemos satisfação ao povo, devemos nos apresentar para o povo. Então é uma oportunidade que aproveitamos”, pontuou.

Na disputa presidencial, o governador confirmou que seu grupo apoiará Flávio Bolsonaro. Segundo ele, a decisão representa uma tentativa de retirar o país do que classificou como uma “camisa de força” provocada pelo PT no poder.

“Nós vamos de Flávio Bolsonaro. O grupo inteiro. Vamos para tirar o Brasil dessa camisa de força em que se encontra com o PT no poder”, declarou.

Pivetta também minimizou as especulações sobre possíveis obstáculos jurídicos à candidatura de Gisela Simona. Conforme explicou, a questão envolve a interpretação sobre o número de integrantes habilitados a deliberar dentro da federação partidária. Para o governador, porém, trata-se apenas de especulação, e os aspectos técnicos deverão ser tratados pelos advogados da coligação.

Ao deixar a emissora, Pivetta procurou consolidar a imagem de um candidato disposto a manter o foco administrativo, ampliar as políticas sociais e responder aos adversários com entregas do governo. Ao mesmo tempo, sinalizou que não deixará sem resposta os ataques da campanha e que novos capítulos do confronto com Wellington Fagundes ainda deverão surgir até as eleições.

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