Piveta reage à queda de Mauro Carvalho no PRD, diz que crise não abala projeto para 2026 e dispara: “partido hoje está que nem ônibus de porta aberta”, VEJA O VÍDEO
JB News
por Nayara Cristina
“Golpe no PRD” Piveta reage à queda de Mauro Carvalho, critica direção nacional e diz que crise ‘não abala’ projeto para 2026
A destituição de Mauro Carvalho do comando estadual do PRD em Mato Grosso provocou uma forte reação nos bastidores políticos e expôs uma crise interna que pode redesenhar os rumos da sigla no estado. Prestes a assumir o Governo de Mato Grosso nesta terça-feira (31), o vice-governador Otaviano Piveta classificou a decisão da direção nacional do partido, liderada por Vasco Rezende, como um “golpe” e fez duras críticas à condução do processo.
Em tom incisivo, Piveta saiu em defesa de Mauro Carvalho, destacando sua importância estratégica dentro do grupo político ligado ao governador Mauro Mendes. Segundo ele, a retirada do aliado não representa um prejuízo pessoal, mas sim uma perda significativa para o próprio partido. “Dispensar uma pessoa do gabarito do Mauro Carvalho, com tudo que ele pode oferecer, não é azar dele, é azar do partido”, afirmou.
O vice-governador também utilizou uma metáfora para ilustrar o momento de instabilidade da legenda, comparando o PRD a um “ônibus de porta aberta”, sugerindo fragilidade interna e falta de controle político. Apesar do cenário de turbulência, Piveta tratou de minimizar os impactos no grupo governista e nas articulações em andamento para as eleições de 2026. “Nada, absolutamente nada. Esses golpes eu não sei fazer, mas sei me defender deles”, declarou, sinalizando que o episódio não compromete seu projeto político.
A crise ganha contornos ainda mais relevantes diante do fato de que o PRD havia, até então, sinalizado apoio à reeleição de Piveta ao governo estadual. Com a mudança abrupta no comando, o futuro da sigla em Mato Grosso passa a ser incerto, especialmente no que diz respeito ao destino de filiados, pré-candidatos e à definição de uma nova liderança estadual.
Nos bastidores, a justificativa apresentada pela direção nacional do partido foi a de que o diretório mato-grossense não estaria priorizando a formação de uma chapa competitiva para deputado federal — estratégia considerada essencial para fortalecer a presença da legenda no Congresso Nacional. A explicação, no entanto, não foi suficiente para conter as críticas e a insatisfação de lideranças locais.
Piveta ainda destacou a confiança pessoal e política que mantém com Mauro Carvalho, deixando em aberto a possibilidade de novos caminhos para o aliado. “É uma boa chance de ser candidato, porque está disponível, fez um trabalho maravilhoso em cinco anos, é meu amigo, amigo do Mauro, pessoa de confiança”, disse.
Com o comando estadual indefinido e a base política em estado de atenção, o episódio escancara uma disputa interna que pode influenciar diretamente o tabuleiro eleitoral de 2026 em Mato Grosso. Enquanto isso, o grupo governista tenta demonstrar coesão diante da crise, ao mesmo tempo em que avalia os próximos movimentos em meio à instabilidade partidária.
Veja :
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