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Por Nayara Cristina
Mato Grosso lança fórum para valorizar produtos regionais e ampliar acesso a mercados nacionais e internacionais
O Governo de Mato Grosso realizou nesta segunda-feira o lançamento do Fórum Estadual de Indicações Geográficas e Marcas Coletivas, uma iniciativa que busca fortalecer a identidade dos produtos mato-grossenses, agregar valor à produção regional e ampliar a competitividade de empreendimentos ligados à agricultura familiar, à bioeconomia e às atividades sustentáveis.
A nova estrutura nasce como uma instância permanente de articulação entre órgãos governamentais, universidades, instituições de pesquisa, setor produtivo e entidades de apoio, com a missão de promover a governança territorial, incentivar a inovação e consolidar iniciativas de indicações geográficas e marcas coletivas em diversas regiões do estado.
Durante o lançamento, a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, destacou que a criação do fórum representa um avanço estratégico para Mato Grosso, especialmente diante do potencial econômico e ambiental existente no território estadual.
Segundo ela, a proposta é reconhecer e valorizar produtos que carregam características únicas ligadas à cultura, à tradição e ao local onde são produzidos, seguindo modelos já consolidados em outras partes do mundo. Como exemplo, citou o champanhe francês, que só pode receber essa denominação quando produzido em uma região específica da França, e o tradicional Queijo Canastra, associado exclusivamente à Serra da Canastra, em Minas Gerais.
“O objetivo da instalação do fórum é exatamente esse: vincular os aspectos territoriais, culturais e sustentáveis às marcas coletivas de Mato Grosso, fortalecendo a identidade dos nossos produtos e ampliando suas oportunidades de mercado”, afirmou.
A secretária ressaltou ainda que a iniciativa terá atenção especial à agricultura familiar e aos pequenos produtores, que muitas vezes não possuem acesso às ferramentas de valorização comercial e certificação. A proposta é criar mecanismos que permitam identificar e promover produtos diferenciados, evidenciando sua origem, qualidade e sustentabilidade.
Entre os exemplos de potenciais produtos que podem receber reconhecimento por meio das indicações geográficas e marcas coletivas estão o mel produzido em regiões específicas do estado, os queijos artesanais recentemente premiados em competições internacionais, além de cafés especiais, carne bovina e diversos outros produtos ligados às vocações econômicas regionais.
Mauren destacou que não há limites para a quantidade de produtos que podem ser contemplados. O foco do fórum será justamente identificar oportunidades, estruturar estratégias e reunir os diversos atores envolvidos para construir processos de certificação e reconhecimento territorial.
A iniciativa também contará com a participação de instituições como a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Secretaria de Agricultura Familiar (Seaf), Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), além de representantes da comunidade científica, do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e do setor produtivo.
Embora o fórum não tenha sido criado para disponibilizar novas linhas de crédito, a secretária explicou que os mecanismos de financiamento e apoio já existentes continuarão sendo oferecidos pelos órgãos estaduais competentes. A principal missão da nova estrutura será integrar essas políticas públicas e direcioná-las para o fortalecimento das indicações geográficas e das marcas coletivas.
A expectativa do governo é que a iniciativa contribua para agregar valor aos produtos mato-grossenses, fortalecer cadeias produtivas sustentáveis e abrir novas oportunidades de comercialização dentro e fora do país. A estratégia também busca posicionar Mato Grosso como referência nacional na valorização de produtos associados à sustentabilidade, à biodiversidade e às características culturais de cada região do estado.
Com a criação do fórum, Mato Grosso dá mais um passo na construção de uma política voltada ao desenvolvimento regional sustentável, transformando identidade territorial em oportunidade econômica e ampliando a presença dos produtos locais nos mercados nacional e internacional.
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