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Por Emerson Teixeira
A Polícia Federal avançou sobre Mato Grosso na terceira fase da Operação Guardiões de Fogo e cumpriu, nesta quinta-feira (10), um mandado de busca e apreensão em Alto Araguaia, dentro de uma investigação que apura possível fraude na obtenção de registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador, o chamado CAC.
A ordem judicial foi executada em um endereço relacionado ao investigado e resultou na apreensão de armas de fogo, munições, documentos e outros materiais considerados de interesse para a investigação. A quantidade e os calibres das armas recolhidas nesta fase não foram detalhados publicamente.
A linha investigativa aponta que o suspeito teria utilizado documentos considerados inaptos durante o procedimento destinado à concessão do registro de CAC. A suspeita é de que essas informações tenham permitido contornar requisitos legais exigidos para aquisição e manutenção de armas de fogo.
A existência da fraude, porém, ainda é objeto de investigação e não representa condenação do investigado.
O avanço da operação para Alto Araguaia é resultado de uma investigação conduzida inicialmente pela Polícia Federal em Mato Grosso do Sul. A série de diligências já teve outras etapas voltadas à apuração de possíveis irregularidades na obtenção de registros e na consequente aquisição de armamentos.
Na primeira fase relacionada a essa frente investigativa, realizada em julho, foram apreendidas aproximadamente 300 munições, duas pistolas calibre 9 milímetros e um fuzil calibre .22. Em agosto, nova fase voltou a apreender armas, munições e documentos.
Agora, a apreensão realizada em Alto Araguaia deverá ser submetida a análise para verificar a regularidade dos armamentos, a origem dos documentos utilizados e a eventual participação de outras pessoas no processo.
É justamente esse último ponto que poderá ampliar a investigação.
Caso o material apreendido revele atuação de intermediários ou pessoas responsáveis por produzir, fornecer ou validar documentação irregular, a operação poderá deixar de atingir apenas o titular do registro e alcançar uma possível estrutura montada para viabilizar concessões fraudulentas.
A Polícia Federal informou que as investigações continuam com o objetivo de esclarecer integralmente os fatos e identificar eventuais outros envolvidos.
A partir de agora, os celulares, documentos e demais materiais recolhidos podem se transformar nas principais peças para definir se o episódio investigado foi uma fraude individual ou parte de uma rede maior ligada à obtenção irregular de armas de fogo.