A presidente da Câmara ressaltou que, neste momento, ainda não faria uma avaliação definitiva do texto porque o projeto precisa ser estudado com profundidade assim que chegar oficialmente ao Legislativo. No entanto, defendeu que os vereadores acompanhem de perto as quatro audiências públicas previstas nas regiões da cidade para ouvir moradores, lideranças comunitárias, técnicos e representantes de diversos setores.
Para Paula Calil, o maior mérito da proposta apresentada por Abilio é justamente colocar as pessoas no centro do planejamento urbano, rompendo com modelos antigos que priorizavam apenas o trânsito de veículos e a expansão desordenada. Ela avaliou que Cuiabá vive um momento decisivo e precisa discutir uma nova cultura urbana, mais voltada à qualidade de vida, ao meio ambiente e ao desenvolvimento sustentável.
Apesar de considerar positiva a ideia de modernização da capital, Paula fez ponderações importantes sobre a viabilidade prática de algumas propostas. Um dos pontos destacados por ela foi o projeto de incentivar um novo polo de desenvolvimento sustentável na região da Guia, com foco em empresas de energia limpa e indústrias menos poluentes. A vereadora ponderou que, antes de estimular esse tipo de expansão, será necessário avaliar se a região possui estrutura adequada de energia, abastecimento de água, logística e serviços públicos para receber esse novo ciclo de crescimento.
Segundo Paula, Cuiabá precisa aprender com erros do passado, quando bairros e regiões cresceram sem planejamento adequado, deixando moradores e trabalhadores expostos à falta de transporte público eficiente, ausência de espaços de convivência, carência de equipamentos públicos e problemas de mobilidade. Ela citou como exemplo regiões em expansão onde trabalhadores ainda enfrentam longas caminhadas por falta de linhas de ônibus integradas, reflexo de uma cidade que cresceu sem acompanhar o ritmo da própria demanda urbana.
Na avaliação da presidente do Legislativo cuiabano, o novo Plano Diretor também exige uma mudança de mentalidade da população. Para ela, a proposta de uma cidade mais arborizada, sustentável e com melhor uso dos espaços públicos é necessária diante do clima extremo da capital. Paula defendeu que Cuiabá precisa avançar em temas como coleta seletiva, descarte correto de resíduos, preservação ambiental e educação urbana, afirmando que a transformação da cidade passa também por uma mudança de hábitos da própria população.
Ela ainda revelou que a Câmara pretende ampliar a discussão sobre resíduos sólidos e sustentabilidade. Nos próximos dias, Paula participará de uma agenda técnica em Campo Grande para conhecer de perto experiências de gestão de resíduos sólidos e soluções ambientais adotadas na capital sul-mato-grossense. A intenção, segundo ela, é trazer referências que possam contribuir com futuras políticas públicas em Cuiabá.
Para Paula Calil, Cuiabá ficou por muitos anos sem avanços estruturantes compatíveis com seu potencial econômico e populacional. Por isso, ela entende que o novo Plano Diretor pode representar uma virada de chave para a capital, desde que seja construído com diálogo, responsabilidade e sensibilidade social.
“O plano precisa ser da cidade e para a cidade”, resumiu a presidente, ao defender que a população seja protagonista no debate sobre o futuro urbano da capital mato-grossense.
Veja :
Paula Calil diz que Plano Diretor de Abilio segue modelo “estilo Curitiba”, mas alerta: Cuiabá não tem o mesmo clima, transporte de qualidade, estrutura para levar polo ecoindustrial à Guia
·
3 min de leitura
A presidente da Câmara ressaltou que, neste momento, ainda não faria uma avaliação definitiva do texto porque o projeto precisa ser estudado com profundidade assim que chegar oficialmente ao Legislativo. No entanto, defendeu que os vereadores acompanhem de perto as quatro audiências públicas previstas nas regiões da cidade para ouvir moradores, lideranças comunitárias, técnicos e representantes de diversos setores.
Para Paula Calil, o maior mérito da proposta apresentada por Abilio é justamente colocar as pessoas no centro do planejamento urbano, rompendo com modelos antigos que priorizavam apenas o trânsito de veículos e a expansão desordenada. Ela avaliou que Cuiabá vive um momento decisivo e precisa discutir uma nova cultura urbana, mais voltada à qualidade de vida, ao meio ambiente e ao desenvolvimento sustentável.
Apesar de considerar positiva a ideia de modernização da capital, Paula fez ponderações importantes sobre a viabilidade prática de algumas propostas. Um dos pontos destacados por ela foi o projeto de incentivar um novo polo de desenvolvimento sustentável na região da Guia, com foco em empresas de energia limpa e indústrias menos poluentes. A vereadora ponderou que, antes de estimular esse tipo de expansão, será necessário avaliar se a região possui estrutura adequada de energia, abastecimento de água, logística e serviços públicos para receber esse novo ciclo de crescimento.
Segundo Paula, Cuiabá precisa aprender com erros do passado, quando bairros e regiões cresceram sem planejamento adequado, deixando moradores e trabalhadores expostos à falta de transporte público eficiente, ausência de espaços de convivência, carência de equipamentos públicos e problemas de mobilidade. Ela citou como exemplo regiões em expansão onde trabalhadores ainda enfrentam longas caminhadas por falta de linhas de ônibus integradas, reflexo de uma cidade que cresceu sem acompanhar o ritmo da própria demanda urbana.
Na avaliação da presidente do Legislativo cuiabano, o novo Plano Diretor também exige uma mudança de mentalidade da população. Para ela, a proposta de uma cidade mais arborizada, sustentável e com melhor uso dos espaços públicos é necessária diante do clima extremo da capital. Paula defendeu que Cuiabá precisa avançar em temas como coleta seletiva, descarte correto de resíduos, preservação ambiental e educação urbana, afirmando que a transformação da cidade passa também por uma mudança de hábitos da própria população.
Ela ainda revelou que a Câmara pretende ampliar a discussão sobre resíduos sólidos e sustentabilidade. Nos próximos dias, Paula participará de uma agenda técnica em Campo Grande para conhecer de perto experiências de gestão de resíduos sólidos e soluções ambientais adotadas na capital sul-mato-grossense. A intenção, segundo ela, é trazer referências que possam contribuir com futuras políticas públicas em Cuiabá.
Para Paula Calil, Cuiabá ficou por muitos anos sem avanços estruturantes compatíveis com seu potencial econômico e populacional. Por isso, ela entende que o novo Plano Diretor pode representar uma virada de chave para a capital, desde que seja construído com diálogo, responsabilidade e sensibilidade social.
“O plano precisa ser da cidade e para a cidade”, resumiu a presidente, ao defender que a população seja protagonista no debate sobre o futuro urbano da capital mato-grossense.
Veja :