GUERRA ENTRE FACÇÕES

Operação Raleda mira facções rivais envolvidas em execuções e prende dois por tráfico em MT

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Operação Raleda mira facções rivais envolvidas em execuções e prende dois por tráfico em MT

Por Nayara Cristina

Fito divulgação PCMT

Polícia Civil cumpre seis mandados em Mato Grosso e São Paulo; investigação aponta disputa entre organizações criminosas por trás de homicídios em São José do Rio Claro e Nova Maringá

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (27), a segunda fase da Operação Raleda, destinada a combater duas facções criminosas rivais investigadas por homicídios, tráfico de drogas e porte ilegal de armas de fogo. A ofensiva resultou em duas prisões em flagrante por tráfico e no cumprimento de seis mandados de busca e apreensão em Mato Grosso e São Paulo.

As ordens judiciais foram expedidas pela Comarca de São José do Rio Claro, município que concentra parte das investigações sobre a disputa entre organizações criminosas e as execuções registradas na região. Os mandados foram cumpridos em São José do Rio Claro e Nova Maringá, em Mato Grosso, além de Sete Barras, no interior paulista.

Segundo a Polícia Civil, os alvos localizados nos municípios mato-grossenses são suspeitos de integrar uma das facções investigadas. Já em Sete Barras, a operação teve como alvo um homem apontado como integrante da organização rival, demonstrando que as investigações ultrapassaram os limites territoriais de Mato Grosso.

Durante as diligências realizadas no Estado, duas pessoas foram presas em flagrante por tráfico de drogas. A corporação ainda não divulgou a identidade dos detidos nem a quantidade de entorpecentes apreendidos.

A segunda fase representa um desdobramento das investigações iniciadas em junho deste ano, quando a Polícia Civil cumpriu 35 ordens judiciais contra suspeitos de envolvimento com organizações criminosas.

Na primeira etapa, realizada em 29 de junho, foram expedidos 27 mandados de busca e apreensão, cinco de prisão preventiva e três de prisão temporária. As diligências alcançaram Cuiabá, Sinop, Sorriso, Lucas do Rio Verde, Brasnorte, Barra do Bugres, Comodoro e Mirassol d’Oeste, com mobilização de aproximadamente 80 policiais civis.

As investigações daquela fase apontaram suspeitas de homicídios cometidos por determinação de lideranças das facções, além de lavagem de dinheiro, comércio ilegal de armas e munições e venda irregular de medicamentos sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A análise dos documentos, aparelhos eletrônicos e demais elementos recolhidos permitiu aos investigadores identificar novos suspeitos e individualizar possíveis participações em execuções ocorridas nos municípios de São José do Rio Claro e Nova Maringá.

Com essas informações, a Polícia Civil solicitou à Justiça novos mandados para aprofundar as investigações, localizar armas, recolher equipamentos eletrônicos e identificar outros possíveis integrantes dos grupos criminosos.

O delegado Arnon Osny Mendes Lucas, responsável pelas investigações em São José do Rio Claro, explicou que a operação busca combater simultaneamente duas organizações criminosas distintas, com foco na repressão aos homicídios e demais crimes relacionados à disputa entre facções.

A ação contou com apoio da Polícia Civil de São Paulo e da Polícia Militar de Nova Maringá, permitindo o cumprimento das determinações judiciais em diferentes localidades.

As investigações prosseguem para esclarecer a participação individual dos suspeitos nas execuções, identificar eventuais mandantes e verificar a existência de outros envolvidos na estrutura dos grupos criminosos.

Até a divulgação do balanço inicial, a Polícia Civil não havia informado o número total de investigados, a identificação das facções, os nomes dos presos ou o resultado completo das apreensões realizadas nesta segunda fase.

Os dois detidos responderão inicialmente pela suspeita de tráfico de drogas, enquanto os demais fatos continuam sob investigação. A responsabilização pelos homicídios dependerá das provas reunidas e da conclusão dos procedimentos policiais e judiciais.