CONVENÇÃO ANTECIPADA

O vice será escolhido pela competência não por gênero”, diz Wellington ao garantir definição do arco de alianças até 5 de agosto

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O vice será escolhido pela competência não por gênero”, diz Wellington ao garantir definição do arco de  alianças até 5 de agosto

JB News

Por Nayara Cristina

O senador Wellington Fagundes (PL), pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, afirmou que o partido vive um momento de construção política e que a definição das alianças será consolidada durante o período das convenções partidárias. Em entrevista, o parlamentar abordou temas nacionais e estaduais, comentou as críticas direcionadas ao senador Flávio Bolsonaro, reafirmou confiança na condução do PL para as eleições de 2026 e defendeu que o partido permaneça unido na disputa pelo Palácio Paiaguás.

Ao ser questionado sobre a repercussão nacional envolvendo Flávio Bolsonaro e se o cenário poderia provocar reflexos na disputa estadual, Wellington descartou que as críticas tenham potencial para comprometer sua candidatura em Mato Grosso. Segundo ele, as acusações dirigidas ao senador fazem parte do ambiente político e deverão ser esclarecidas ao longo da campanha presidencial.

Para Wellington, Jair Bolsonaro nunca respondeu por acusações de corrupção durante o período em que esteve na Presidência da República e, na sua avaliação, o grupo político ao qual pertence tem sido alvo de tratamentos diferentes em relação a outros agentes públicos. O senador também voltou a defender que a participação do ex-presidente nas eleições é fundamental para garantir legitimidade ao processo democrático, afirmando que continuará sustentando essa posição durante o período eleitoral.

Ao comentar a trajetória de Flávio Bolsonaro, Wellington afirmou conhecer de perto o trabalho desenvolvido pelo colega no Senado Federal. Segundo ele, ambos convivem semanalmente nas atividades legislativas e nas reuniões do bloco parlamentar que integram. Na avaliação do senador mato-grossense, Flávio reúne experiência política e administrativa adquirida ao longo dos últimos anos e possui condições de disputar a Presidência da República.

Durante a entrevista, Wellington também direcionou críticas à condução econômica do Governo Federal. Na avaliação do parlamentar, o aumento da carga tributária, o crescimento da estrutura administrativa da União e a expansão do número de ministérios representam fatores que pressionam a população sem retorno proporcional na prestação de serviços públicos. O senador afirmou que votou contra a reforma tributária por entender que o novo modelo poderá trazer prejuízos para Mato Grosso, especialmente em razão da importância do agronegócio na economia estadual.

Questionado sobre uma possível perda de popularidade do grupo político ligado ao ex-presidente Bolsonaro, Wellington afirmou que mantém tranquilidade em relação ao cenário eleitoral e disse confiar na história construída pelo Partido Liberal ao longo das últimas décadas. Ressaltou ainda que sempre defendeu princípios conservadores, afirmando acreditar na família como base da sociedade e classificando o partido como uma grande família política, onde divergências fazem parte do processo democrático.

O senador também comentou as especulações sobre disputas internas dentro do PL e negou qualquer preocupação com divisão da legenda. Segundo ele, partidos políticos naturalmente convivem com opiniões diferentes e as convenções existem justamente para consolidar consensos e oficializar as candidaturas.

Wellington confirmou que a convenção estadual do Partido Liberal foi antecipada para o próximo dia 22 de julho, data escolhida por simbolizar o número da legenda. Na ocasião, segundo ele, deverá ser homologada oficialmente sua candidatura ao Governo do Estado, além da confirmação das candidaturas proporcionais para deputado federal e deputado estadual. O senador acrescentou que a expectativa também é consolidar o apoio das lideranças municipais e dos prefeitos filiados ao partido.

Após a convenção em Mato Grosso, Wellington informou que seguirá para São Paulo, onde participará da convenção nacional que deverá oficializar a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Segundo ele, a intenção é demonstrar alinhamento entre o projeto nacional e a estratégia política construída pelo PL em Mato Grosso.

Em relação às alianças partidárias, Wellington afirmou que as conversas permanecem em andamento e que a definição ocorrerá somente após o encerramento das convenções. Segundo ele, o diálogo continua com diferentes partidos e lideranças políticas, enquanto a pré-campanha também é marcada por visitas aos municípios do interior.

O senador destacou que sua trajetória política sempre esteve ligada ao municipalismo e afirmou que continuará percorrendo Mato Grosso para discutir propostas diretamente com prefeitos, vereadores e lideranças regionais. Para ele, o fortalecimento dos municípios será uma das prioridades de seu eventual governo.

Questionado sobre o perfil desejado para compor a chapa majoritária, Wellington afirmou que não estabelece critérios relacionados ao gênero. Segundo ele, a escolha do candidato a vice-governador será baseada na capacidade de contribuir para a administração estadual, no equilíbrio político da chapa e na experiência para auxiliar na condução do governo.

Na avaliação do pré-candidato, a Baixada Cuiabana precisa receber atenção especial nos próximos anos. Wellington afirmou que a região concentra problemas históricos que exigem maior participação do Estado, citando especialmente Várzea Grande. Para o senador, a segunda maior cidade de Mato Grosso enfrenta dificuldades incompatíveis com sua importância econômica e populacional.

Ao abordar a situação do abastecimento de água em Várzea Grande, Wellington relembrou investimentos realizados ao longo de sua carreira parlamentar. Citou recursos destinados para sistemas de captação e distribuição de água, obras de saneamento básico e projetos voltados à recuperação ambiental do Rio Cuiabá. Também destacou sua atuação para destravar recursos federais destinados à ampliação do sistema de saneamento do município.

Encerrando a entrevista, Wellington afirmou que pretende construir um governo voltado às pessoas, priorizando políticas públicas capazes de reduzir desigualdades regionais, fortalecer a segurança pública, ampliar investimentos nos municípios e promover oportunidades para a população. Segundo o senador, sua proposta é desenvolver uma gestão municipalista, com atenção especial às regiões que ainda enfrentam dificuldades históricas de infraestrutura, saneamento, saúde e desenvolvimento econômico.

Com a convenção marcada para o próximo dia 22, o Partido Liberal inicia oficialmente a reta decisiva da pré-campanha em Mato Grosso. A homologação da candidatura de Wellington Fagundes deverá marcar o início da estratégia eleitoral da legenda para a sucessão estadual, em uma disputa que promete ser uma das mais acirradas da história recente do Estado.

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