“No Brasil sempre há quem venda e quem compre partido”, dispara Mauro Mendes ao criticar destituição de Mauro Carvalho do PRD, e diz ter plano “B e C”

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“No Brasil sempre há quem venda e quem compre partido”, dispara Mauro Mendes ao criticar destituição de Mauro Carvalho do PRD, e  diz ter plano “B e C”
Crise relâmpago implode comando do PRD em MT e Mauro Mendes dispara: “Sempre tem quem venda e quem compre partido” Uma ruptura política inesperada abalou o cenário partidário de Mato Grosso nesta segunda-feira (30), com a destituição da presidência estadual do Partido da Renovação Democrática (PRD) e também da estrutura ligada à Renovação Democrática Cristã. A decisão, tomada a apenas quatro dias do encerramento do prazo para filiações e montagem de chapas, atingiu diretamente o grupo liderado por Mauro Carvalho, que vinha conduzindo a organização partidária no estado com vistas às eleições de 2026. A medida foi determinada pela direção nacional do PRD, sob comando de Vasco Rezende, e provocou forte reação no núcleo político ligado ao Palácio Paiaguás. O movimento desmonta, de forma abrupta, uma articulação que já estava em fase avançada, com chapas proporcionais praticamente consolidadas tanto para deputado estadual quanto federal. O impacto imediato da decisão acendeu um alerta no governo estadual. O governador Mauro Mendes, que deixa o cargo nesta terça-feira (31), saiu em defesa de Mauro Carvalho e classificou o episódio como reflexo de práticas políticas ultrapassadas e nocivas ao ambiente democrático. Em declaração contundente, Mendes levantou suspeitas sobre os bastidores da decisão e fez críticas diretas ao que chamou de “mercantilização partidária” no país. “Claro que é, gente. Você acha que cai do céu uma situação dessas? No Brasil, sempre existe alguém pronto para vender um partido e alguém pronto para comprar. Essa é a velha forma de fazer política daqueles que não respeitam o que o cidadão exige dos políticos brasileiros”, afirmou o governador, em tom crítico. Mauro Mendes também destacou o momento em que a intervenção ocorreu, às vésperas do fechamento das filiações, o que, segundo ele, reforça a tese de interferência estratégica para enfraquecer grupos políticos organizados no estado. “Faltando quatro dias para terminar, agora vêm destruindo uma comissão que estava com a chapa montada para estadual e terminando a federal. Isso mostra o DNA da pior espécie de política que possa existir”, disparou. Apesar do cenário de incerteza, o governador buscou transmitir uma mensagem de resiliência ao seu grupo político. Segundo ele, alternativas já estão sendo avaliadas para reorganizar as forças atingidas pela decisão nacional. “Ninguém solta a mão de ninguém. Pode ter certeza que nós vamos encontrar alternativa. Eu sempre trabalho com plano A, B e C”, garantiu. Nos bastidores, a avaliação é de que a crise pode provocar um realinhamento partidário no estado, com possíveis migrações para outras siglas e recomposição de alianças visando o pleito de 2026. A destituição não apenas desestrutura o PRD em Mato Grosso, como também evidencia uma disputa mais ampla por controle partidário em nível nacional, com reflexos diretos nas estratégias regionais. O episódio amplia o clima de instabilidade política às vésperas de mudanças no comando do Executivo estadual e reforça a tensão entre lideranças locais e decisões centralizadas das direções nacionais dos partidos. Veja : [playlist type="video" ids="386889"]