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Por Nayara Cristina
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi, reuniu lideranças da direita na tarde desta quarta-feira (7 de outubro), no Hotel Paiaguás, em Cuiabá, para organizar a campanha de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso. Com a participação de deputados estaduais, federais e senadores eleitos, o encontro teve como objetivo transformar a força política dos aliados em mobilização nos municípios e ampliar a votação do candidato à Presidência da República.
Durante a coletiva, Max apontou o comparecimento às urnas como uma das prioridades da estratégia para o segundo turno. Segundo ele, além de buscar novos apoiadores, o grupo precisa alcançar os eleitores que não votaram na primeira etapa da disputa. O deputado afirmou que a atuação das lideranças regionais pode produzir uma diferença importante em uma eleição nacional apertada.
“É uma mobilização muito grande”, declarou. Ao mencionar a participação de prefeitos e vereadores, Max sustentou que a articulação deve chegar às diferentes regiões do estado, com cada parlamentar trabalhando dentro de sua base eleitoral e adotando estratégias para alcançar os eleitores.
Na coletiva, também foi informado que o movimento tinha aproximadamente 135 prefeitos confirmados e poderia ampliar esse número. A presença dos gestores municipais foi apresentada como um dos pilares da organização da campanha, ao lado dos parlamentares e das demais lideranças locais.
Max reconheceu, entretanto, que aumentar uma votação já expressiva exige esforço. Em sua avaliação, Mato Grosso tem um eleitorado identificado com a direita, o que favorece a candidatura, mas também impõe o desafio de ampliar o apoio em um território onde esse campo político já possui forte presença.
“Subir muito o voto que o Bolsonaro já teve não vai ser fácil”, afirmou.
O presidente da Assembleia estimou que um crescimento de cerca de 10% poderia representar entre 150 mil e 200 mil votos adicionais. Também citou uma abstenção de quase 600 mil eleitores e defendeu uma campanha direcionada a esse público. A partir dessas possibilidades, projetou que o grupo teria condições, teoricamente, de buscar entre 400 mil e 500 mil votos a mais. Os números foram apresentados por ele como estimativas de potencial eleitoral.
“Por isso que é a mobilização da Assembleia, por isso que é a participação de todos os deputados dentro da sua região, cada um com a sua estratégia, para tentar chegar o máximo possível na ponta e, com isso, fazer com que a gente aumente esse eleitorado”, disse.
Questionado sobre as derrotas de nomes tradicionais da política mato-grossense, como Eduardo Botelho, Júlio Campos e Janaína Riva, Max evitou atribuir o resultado a uma causa específica. O deputado afirmou que a decisão dos eleitores deve ser respeitada e rejeitou a ideia de que perder uma eleição representa, necessariamente, o encerramento de uma trajetória política.
“O eleitor é muito sábio. Ele faz a escolha dele e tem que respeitar, porque, numa democracia, todo mundo vale um voto. O mais rico, o mais pobre, é um voto, e a soma desses votos é que elege e não elege alguns políticos”, declarou.
Para Max, o resultado expressa a escolha que a população considerou mais adequada para Mato Grosso. Ele afirmou que os eleitos terão a responsabilidade de corresponder à confiança recebida nos próximos quatro anos, enquanto os candidatos derrotados poderão continuar participando da vida pública e buscar novas oportunidades nas eleições seguintes.
O presidente da Assembleia ressaltou que até candidaturas com votações menores merecem reconhecimento. Segundo ele, cada voto representa uma pessoa que acreditou no candidato e em sua proposta, independentemente de o apoio ter sido suficiente para conquistar um mandato.
“Mesmo quem tem 500 votos, são 500 pessoas que acreditaram naquela pessoa, naquele candidato. Isso tem que ser respeitado”, afirmou.
Ao defender respeito tanto aos vencedores quanto aos derrotados, Max destacou o esforço de quem coloca o nome à disposição, percorre comunidades e tenta conquistar a confiança da população. Para ele, a participação desses candidatos integra o processo democrático e não perde importância diante do resultado das urnas.
O parlamentar também recorreu à própria experiência para explicar o impacto de uma derrota. Contou que, quando perdeu uma eleição, ficou quatro dias sem sair de casa e admitiu que teve dificuldade para assimilar o resultado. Disse, porém, que aquele momento permitiu uma avaliação mais cuidadosa dos erros e das decisões tomadas durante a campanha.
“Quando você perde, você consegue fazer uma análise melhor do que quando você ganha. Quando você ganha, está tudo bom, tudo beleza, certinho. Agora, quando você perde, não tem o resultado que espera, vai analisar e ver por que não teve”, declarou.
Max afirmou ainda que Mato Grosso vem demonstrando identificação com a direita nas últimas eleições e relacionou esse perfil à forte presença do agronegócio. Apesar dessa avaliação, sustentou que comentar individualmente as razões da derrota de outros candidatos exige cautela e que cabe a cada um analisar o próprio desempenho.
Ao encerrar, o presidente da Assembleia disse que os 24 deputados estaduais eleitos devem ser acompanhados e cobrados pela população e pela imprensa. Também destacou que, segundo ele, a eleição dobrou a presença feminina no Legislativo estadual.
“Que nós, recém-eleitos, possamos fazer um grande mandato, que Mato Grosso precisa, e melhorar a qualidade de vida do nosso povo”, afirmou.
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