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Margareth cobra coragem de rivais sobre Moraes: “Vão continuar em silêncio?”

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Margareth cobra coragem de rivais sobre Moraes: “Vão continuar em silêncio?”

JBNews

Por Nayara Cristina

Candidata invoca assinatura de pedido de impeachment e exige que concorrentes ao Senado assumam posição diante das revelações sobre o Banco Master

Margareth Buzetti elevou o tom da disputa pelo Senado em Mato Grosso ao cobrar dos adversários coragem para se posicionar sobre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Diante das revelações sobre o contrato entre o Banco Master e o escritório da esposa do magistrado, a candidata retomou seu apoio ao impeachment e lançou um desafio aos concorrentes: explicar ao eleitor como pretendem agir diante de suspeitas que envolvem integrantes da cúpula do poder.

“Eu já deixei clara a minha posição e assinei o pedido de impeachment quando muita gente preferiu ficar em silêncio. Agora quero saber: e os outros candidatos ao Senado de Mato Grosso? Vão se posicionar ou vão continuar em silêncio?”, disparou.

A cobrança atinge uma responsabilidade diretamente ligada ao cargo em disputa. Cabe ao Senado processar e julgar ministros do STF por crimes de responsabilidade, conforme o artigo 52 da Constituição. Ao exigir uma manifestação dos concorrentes, Margareth coloca em discussão como eles exerceriam essa atribuição caso fossem eleitos. Constituição Federal.

“Quem quer uma cadeira no Senado precisa ter coragem para dizer ao eleitor o que pensa sobre um assunto dessa gravidade”, afirmou.

O movimento busca estabelecer uma diferença entre a posição que Margareth afirma já ter assumido e a resposta que cobra dos demais candidatos. Sem citar nominalmente os adversários, ela procura trazer o enfrentamento a Moraes para o debate eleitoral e fazer com que os concorrentes se comprometam publicamente sobre o assunto.

Para sustentar essa posição, a candidata lembrou que assinou um pedido de impeachment do ministro em agosto de 2025. Na ocasião, publicou uma declaração nas redes sociais: “Paciência tem limite. Ninguém está acima da lei, nem mesmo um ministro do Supremo Tribunal Federal”.

A referência ao episódio também serve para apresentar sua defesa do afastamento como anterior às novas informações sobre o Banco Master. A assinatura representa apoio ao pedido de impeachment, e não uma votação de mérito sobre a destituição do ministro.

Na manifestação atual, Margareth defendeu apuração rigorosa sobre a contratação do escritório de Viviane Barci de Moraes e afirmou que eventuais esclarecimentos precisam demonstrar se houve ou não irregularidade.

“Se não houve irregularidade, que isso seja demonstrado. Mas a lei precisa valer para todos. Cargo, poder ou sobrenome não podem colocar ninguém acima da lei.”

A candidata também associou a cobrança à sua atuação legislativa. Ao mencionar o trabalho por leis que ampliaram punições, argumentou que o endurecimento da legislação perde coerência se a exigência de responsabilização não alcançar pessoas em posições de poder.

“É difícil trabalhar para criar leis como as que eu criei, aumentando o rigor e a punição para quem comete crimes, e depois assistir a situações como essa sem cobrar respostas. A lei não pode ser severa para uns e flexível para outros”, declarou.

O escritório de Viviane informou publicamente que prestou consultoria e serviços jurídicos ao Banco Master entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, com participação de 15 advogados e contratação de outras três bancas especializadas. Esse esclarecimento apresenta a versão do escritório sobre os serviços; as acusações não devem ser tratadas como irregularidades comprovadas. Manifestação do escritório.

No terreno eleitoral, a cobrança de Margareth estabelece uma pergunta concreta aos concorrentes: qual posição levarão ao Senado diante de um eventual processo contra Moraes? É esse compromisso que a candidata exige que seja assumido ainda durante a campanha.

“Se queremos um país sério, ela precisa valer para todos. Sem exceção”, concluiu, em referência à aplicação da lei.