RACHA NA FEDERAÇÃO

Margareth Buzetti reafirma apoio a Pivetta, lamenta desgaste no União e diz que convenção será soberana

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Margareth Buzetti reafirma apoio a Pivetta, lamenta desgaste no União e diz que convenção será soberana

JB News

Por Nayara Cristina

A convenção estadual do União Brasil, realizada nesta quinta-feira (30), em Cuiabá, transformou-se no principal palco da disputa política em Mato Grosso, em meio ao impasse que divide a federação União Progressista entre a pré-candidatura do senador Jayme Campos ao Governo do Estado e o projeto governista liderado pelo vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Em meio à expectativa sobre a decisão da legenda, a senadora Margareth Buzetti deixou claro que continuará defendendo o apoio ao nome apoiado pelo ex-governador Mauro Mendes, embora reconheça que a palavra final caberá à convenção do União Brasil.

Durante entrevista coletiva, Buzetti afirmou que tanto a convenção do União Brasil quanto a do PP são soberanas para definir os encaminhamentos políticos, mas adiantou que sua posição pessoal permanece alinhada ao projeto de Pivetta. Segundo ela, a federação precisa discutir internamente o apoio ao governo, mas seu encaminhamento será em favor do candidato republicano.

A senadora também revelou que tentou evitar o agravamento da crise envolvendo Jayme Campos. Segundo ela, chegou a procurar pessoalmente o senador para oferecer a ele a vaga ao Senado, caso desistisse da disputa pelo Palácio Paiaguás. Buzetti lembrou que Jayme é senador eleito, enquanto ela ocupa o mandato como suplente, e afirmou que abriria mão da candidatura sem dificuldades. No entanto, de acordo com seu relato, Jayme respondeu que sua prioridade era disputar o Governo do Estado.

Apesar de defender Pivetta, Buzetti evitou antecipar qualquer resultado da convenção e ressaltou que respeitará a decisão do União Brasil, qualquer que seja o desfecho. Ela afirmou que, caso Jayme seja oficialmente escolhido pela legenda, essa será a decisão soberana do partido, embora tenha reiterado que seu posicionamento político continuará sendo pelo projeto defendido pelo grupo de Mauro Mendes.

Ao comentar o ambiente de tensão vivido pela federação, a senadora lamentou que o conflito interno tenha chegado ao atual estágio. Para ela, o desgaste poderia ter sido evitado caso o debate sobre a sucessão estadual tivesse ocorrido de forma antecipada e mais ampla entre as lideranças partidárias. Buzetti destacou que Mauro Mendes nunca escondeu seu apoio à candidatura de Otaviano Pivetta e que essa posição sempre foi pública dentro do grupo político.

Questionada sobre a possibilidade de uma judicialização do processo caso Jayme seja derrotado na convenção, a parlamentar disse não acreditar nesse cenário e reforçou que não participou das reuniões internas do União Brasil, limitando sua atuação às discussões do Partido Progressista.

A senadora também descartou fazer previsões sobre eventual liberação de apoio dentro da federação, mas reafirmou sua proximidade política com Mauro Mendes e voltou a dizer que sempre esteve ao lado do grupo que hoje defende a candidatura de Pivetta ao Governo do Estado.

Na disputa pelo Senado, Margareth Buzetti demonstrou confiança ao afirmar que pretende colocar seu nome à avaliação do eleitorado pela primeira vez como candidata titular. Ao ser questionada sobre a possível candidatura da deputada estadual Janaina Riva, evitou alimentar comparações ou rivalidades. Destacou que o eleitor não deve votar em uma mulher apenas pelo gênero, mas pela competência, afirmando que esse sempre foi o princípio que norteou sua atuação pública.

As declarações reforçam o clima de divisão dentro da federação União Progressista justamente no dia em que o União Brasil define o rumo da sucessão estadual. A expectativa nos bastidores é de que a decisão tomada pela convenção influencie diretamente a composição da chapa governista e o desenho definitivo da disputa pelo Palácio Paiaguás nas eleições de 2026.

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