EXECUÇÃO NA RUA

Homem com histórico criminal é executado com cerca de sete tiros e outro fica ferido em Rondonópolis

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Homem com histórico criminal é executado com cerca de sete tiros e outro fica ferido em Rondonópolis

JBNews

Por Emerson Teixeira

Dupla chegou de motocicleta ao Centro da cidade e passageiro de capacete rosa abriu fogo; Polícia Civil investiga motivação e tenta identificar os autores

Denis Soares Borges, de 35 anos, foi executado com vários tiros na noite de segunda-feira (14 de setembro), em plena região central de Rondonópolis, a 212 quilômetros de Cuiabá. Durante o ataque, outro homem também foi baleado e precisou ser encaminhado para atendimento hospitalar.

O homicídio aconteceu por volta das 21h, no cruzamento da Rua Rosa Bororo com a Avenida João Ponce de Arruda.

As informações levantadas até agora indicam que Denis foi atingido por aproximadamente sete disparos de arma de fogo. Equipes de socorro chegaram a ser acionadas, mas ele não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

A dinâmica apurada inicialmente aponta para uma ação direcionada contra Denis.

Testemunhas relataram à Polícia Militar que dois homens chegaram ao endereço em uma motocicleta. Até o momento, a cor e o modelo do veículo utilizado pelos criminosos não foram identificados.

O passageiro, que chamou atenção por utilizar um capacete rosa, desceu da motocicleta e efetuou diversos disparos contra Denis.

No meio da sequência de tiros, um segundo homem acabou baleado na região das nádegas.

Informações obtidas posteriormente indicam que o ferido seria o proprietário da residência em frente à qual Denis caiu depois de ser atingido.

Ainda não está esclarecido se esse segundo homem também fazia parte dos alvos dos criminosos ou se foi atingido por um dos disparos durante a execução.

Ele recebeu atendimento e foi encaminhado para uma unidade hospitalar. Não havia, até a última atualização, informação oficial sobre seu atual estado de saúde.

Logo depois dos disparos, os dois criminosos retornaram à motocicleta e fugiram. Buscas foram realizadas, mas nenhum suspeito havia sido localizado.

A área foi isolada pela Polícia Militar para preservar os vestígios até a chegada das equipes responsáveis pela investigação e pela perícia.

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) realizou os levantamentos no local. Posteriormente, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exame de necropsia.

A Polícia Civil iniciou ainda durante a noite as primeiras diligências para reconstruir os momentos anteriores ao homicídio, identificar os ocupantes da motocicleta e esclarecer a motivação da execução.

Um dos caminhos da investigação deverá ser o levantamento de câmeras de segurança existentes na região central. Por ter ocorrido no cruzamento de duas vias urbanas, imagens eventualmente registradas antes e depois do crime podem ajudar a identificar a motocicleta utilizada na fuga e o trajeto percorrido pelos atiradores.

O histórico de Denis também deverá entrar na linha de apuração.

Levantamento divulgado nesta terça-feira (15) aponta que ele acumulava registros policiais anteriores envolvendo crimes como homicídio doloso, latrocínio, tortura, sequestro e cárcere privado, corrupção de menores, lesão corporal, ameaça, desacato e desobediência, além de outras ocorrências.

A existência desses registros, entretanto, não permite estabelecer, neste momento, qualquer relação entre os antecedentes e o assassinato. Caberá à investigação verificar se algum episódio anterior, desavença ou outra circunstância possui ligação com a execução.

Há inclusive registro judicial antigo em nome de Denis Soares Borges em uma ação penal que tramitou na 2ª Vara Criminal de Rondonópolis em 2010. A coincidência nominal aparece em publicação oficial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, mas, sem outros elementos de identificação suficientes, não é seguro afirmar apenas com esse documento que se trata da mesma pessoa assassinada nesta segunda-feira.

A forma como o ataque ocorreu — dois homens em uma motocicleta, aproximação direta da vítima, vários disparos e fuga imediatamente após o crime — é um dos elementos que agora serão confrontados pela Polícia Civil com depoimentos, perícia, possíveis imagens e o histórico da vítima.

Até a manhã desta terça-feira, nenhum suspeito havia sido oficialmente identificado ou preso, e a motivação da execução permanecia desconhecida.