OPERAÇÃO DO GACO

Vereadores de Cuiabá são alvos de operação contra suspeita de corrupção na Câmara da capital

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Vereadores de Cuiabá são alvos  de operação contra suspeita de corrupção na Câmara da capital

JB News

Por Nayara Cristina

Os vereadores Ilde Taques (Podemos) e Alex Rodrigues estão entre os parlamentares citados como alvos de uma operação deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Mato Grosso, na manhã desta terça-feira (20 de outubro), em Cuiabá.

A ação faz parte de uma investigação sobre possíveis irregularidades e suspeitas de corrupção envolvendo disputas pelas Mesas Diretoras dos legislativos municipais de Cuiabá e Várzea Grande.

Segundo informações preliminares divulgadas pela imprensa de Mato Grosso, o Gaeco realiza diligências em endereços ligados aos investigados, incluindo cumprimento de mandados de busca e apreensão e recolhimento de aparelhos celulares.

Em Cuiabá, os nomes mencionados são os dos vereadores Ilde Taques e Alex Rodrigues. A investigação busca reunir elementos para esclarecer possíveis negociações irregulares relacionadas à escolha do comando do Legislativo.

Ilde Taques foi eleito presidente da Câmara Municipal de Cuiabá no dia 6 de outubro de 2026, em votação que contou com o apoio dos 27 vereadores. Ele assumirá o comando da Casa no biênio 2027/2028.

A nova composição da Mesa Diretora também conta com Eduardo Magalhães, Maria Avalone, Adevair Cabral e Michelly Alencar.

A eleição representou uma mudança no comando político da Câmara, atualmente presidida pela vereadora Paula Calil (PL), e ocorreu em meio às articulações entre os diferentes grupos políticos do Legislativo cuiabano.

As primeiras informações sobre a operação apontam que os investigadores apuram suspeitas de compra e venda de votos parlamentares nas disputas pelas presidências das câmaras municipais.

Entretanto, ainda não houve divulgação oficial dos fatos específicos atribuídos individualmente aos dois vereadores de Cuiabá, nem confirmação pública de que a eleição realizada em 6 de outubro tenha sido diretamente afetada por alguma irregularidade.

A operação tem maior concentração de diligências em Várzea Grande, onde a disputa pelo comando da Câmara Municipal é investigada desde maio deste ano.

Naquele município, denúncias apontaram supostas negociações financeiras para garantir apoio à chapa que reconduziu Wanderley Cerqueira (MDB) à presidência da Câmara. A votação foi posteriormente anulada pelo Supremo Tribunal Federal.

O Gaeco busca identificar eventuais responsabilidades e esclarecer se houve participação de outros agentes políticos nas irregularidades investigadas.

Até a divulgação das primeiras informações nesta terça-feira, o Ministério Público não havia apresentado o balanço definitivo da operação, a relação completa de mandados expedidos ou detalhes sobre os materiais apreendidos especificamente em Cuiabá.

Também não havia confirmação de prisões relacionadas aos dois parlamentares da capital.

A inclusão dos vereadores entre os alvos mencionados nas apurações preliminares não significa comprovação de crime. As responsabilidades individuais dependerão do andamento das investigações e da análise das provas reunidas pelos investigadores.