REFORÇO NA SEGURANÇA

Governo reforça presídios de Mato Grosso com 175 novos servidores a partir desta segunda-feira

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Governo reforça presídios de Mato Grosso com 175 novos servidores a partir desta segunda-feira

JB News

Por Nayara Cristina

Efetivo será ampliado com 152 policiais penais, 17 psicólogos e seis assistentes sociais para fortalecer a segurança, a assistência e o funcionamento das unidades prisionais

O sistema penitenciário de Mato Grosso receberá um reforço de 175 servidores a partir desta segunda-feira (19 de outubro de 2026). A informação foi divulgada pela Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) neste domingo (18), como parte das medidas de fortalecimento da estrutura responsável pela segurança, custódia e assistência às pessoas privadas de liberdade no Estado.

O novo contingente é formado por 152 policiais penais, 17 psicólogos e seis assistentes sociais. Os profissionais serão direcionados a unidades prisionais de diferentes regiões de Mato Grosso, incluindo estabelecimentos localizados em Cuiabá, Várzea Grande e municípios do interior.

A incorporação dos novos servidores busca ampliar a capacidade operacional do sistema penitenciário, que enfrenta desafios relacionados à segurança interna, acompanhamento de presos, assistência psicossocial e cumprimento das determinações judiciais referentes à execução penal.

Os policiais penais atuarão nas atividades de vigilância, custódia, controle de acesso, movimentação de detentos, fiscalização de procedimentos internos e manutenção da segurança dos estabelecimentos.

O trabalho da Polícia Penal também possui papel importante na prevenção de fugas, no combate à entrada de materiais ilícitos e no enfrentamento da atuação de organizações criminosas dentro das unidades prisionais.

O reforço ocorre em um momento em que as instituições de segurança pública de Mato Grosso mantêm operações de combate às facções criminosas e intensificam medidas para dificultar a comunicação ilegal entre integrantes de organizações criminosas presos e seus comparsas em liberdade.

Além do efetivo operacional, a chegada de 17 psicólogos e seis assistentes sociais amplia a presença de profissionais responsáveis pelo atendimento especializado à população carcerária.

Os psicólogos desempenham atividades de acompanhamento da saúde mental, avaliação de demandas individuais e apoio a programas de atendimento e reintegração social.

Os assistentes sociais trabalham no acompanhamento das condições sociais das pessoas privadas de liberdade, no atendimento de demandas familiares e na articulação de ações relacionadas à garantia de direitos previstos na legislação de execução penal.

A presença desses profissionais é considerada relevante porque o funcionamento do sistema penitenciário envolve não apenas a custódia, mas também obrigações relacionadas à assistência, à preparação para o retorno ao convívio social e ao cumprimento de decisões da Justiça.

A Lei de Execução Penal estabelece que a assistência às pessoas presas constitui dever do Estado e deve abranger diferentes áreas, incluindo saúde, educação, assistência social e apoio jurídico.

A ampliação das equipes poderá contribuir para melhorar o atendimento dessas demandas, desde que acompanhada de estrutura física, condições adequadas de trabalho e recursos suficientes para o funcionamento das unidades.

A Secretaria de Estado de Justiça é responsável pela administração do sistema penitenciário mato-grossense e pela implementação de políticas relacionadas à custódia, disciplina, segurança e ressocialização.

Com o ingresso dos 175 servidores, a expectativa é ampliar a distribuição de profissionais nas unidades e fortalecer a execução das atividades administrativas e operacionais.

A apresentação dos novos integrantes está prevista para esta segunda-feira. A distribuição individual dos servidores entre as unidades não foi detalhada integralmente no balanço consultado.

O reforço representa uma nova etapa de ampliação dos recursos humanos da estrutura penitenciária estadual, especialmente em áreas consideradas essenciais para a manutenção da segurança e o atendimento às pessoas sob custódia do Estado.