Por Jota de Sá
A construção da ferrovia estadual ligando Rondonópolis até Cuiabá e a criação de um terminal industrial em Santo Antônio de Leverger passaram a ser tratadas por lideranças empresariais e políticas como uma das principais oportunidades de transformação econômica da Baixada Cuiabana nas últimas décadas. A avaliação é do presidente do Fórum Pró-Ferrovia, Francisco Vuolo, que participou nesta segunda-feira de uma ampla reunião realizada no Distrito Industrial de Cuiabá com representantes da Assembleia Legislativa, prefeitos, empresários, industriais e integrantes do setor produtivo.
Durante o encontro, Vuolo afirmou que Mato Grosso vive um momento decisivo para consolidar um novo eixo de desenvolvimento econômico na região metropolitana da capital. Segundo ele, a chegada dos trilhos até Cuiabá representa muito mais do que uma obra logística. A proposta, conforme destacou, é utilizar a ferrovia como instrumento estruturante de crescimento regional, atração de investimentos e fortalecimento econômico da Baixada Cuiabana.
A reunião discutiu a implantação de um terminal industrial ferroviário em Santo Antônio de Leverger, município considerado estratégico pela proximidade com Cuiabá e pela capacidade de integração logística com o modal ferroviário. Para Vuolo, o projeto pode criar um novo ambiente econômico na região, impulsionando a industrialização, aumentando a competitividade empresarial e criando oportunidades permanentes de emprego e renda.

Segundo o presidente do Fórum Pró-Ferrovia, a discussão deixou de ser apenas um discurso político e passou a entrar em uma fase de articulação prática e institucional. Ele destacou que existe atualmente uma convergência entre Assembleia Legislativa, setor empresarial, prefeitos da região metropolitana e lideranças ligadas ao desenvolvimento econômico para garantir que o projeto avance dentro dos instrumentos legais e técnicos necessários.
Vuolo afirmou que a Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá precisa aproveitar a oportunidade criada pela expansão ferroviária para construir uma nova vocação econômica regional. De acordo com ele, a Baixada Cuiabana historicamente ficou à margem dos grandes ciclos de desenvolvimento industrial registrados em outras regiões de Mato Grosso e agora pode iniciar um novo processo de crescimento sustentável.

O traçado debatido durante a reunião prevê a instalação do terminal da Ferrovia Estadual Senador Vicente Vuolo nas proximidades do Trevo de Santo Antônio, ponto considerado estratégico por conectar Cuiabá, Várzea Grande e Santo Antônio de Leverger aos principais corredores rodoviários da região metropolitana. A partir dali, o chamado Cide — Corredor de Integração e Desenvolvimento Econômico — seguiria por aproximadamente 15 quilômetros até Santo Antônio de Leverger, formando um eixo de expansão logística e industrial voltado à Baixada Cuiabana.
O corredor ferroviário também estabelece conexão direta com o Distrito Industrial de Cuiabá e com a Rodovia dos Imigrantes, criando uma integração entre o transporte ferroviário e o sistema rodoviário estadual. A proposta busca transformar a região em um centro de distribuição, armazenagem, industrialização e escoamento da produção agrícola e industrial de Mato Grosso.
Além do impacto regional, o projeto ferroviário está inserido dentro de uma estratégia mais ampla de integração logística estadual. A ferrovia que parte de Rondonópolis atravessa importantes polos do agronegócio mato-grossense, conectando regiões produtoras de soja, milho, algodão e proteína animal aos principais centros industriais e corredores de exportação do país. A extensão dos trilhos até Cuiabá é vista como uma forma de ampliar a competitividade econômica da região metropolitana e descentralizar parte do desenvolvimento atualmente concentrado em outras regiões do estado.
Francisco Vuolo destacou que a chegada da ferrovia poderá reduzir custos logísticos, estimular a instalação de indústrias de transformação e criar condições para fortalecimento de cadeias produtivas ligadas ao agronegócio, comércio e setor de serviços. Segundo ele, a localização estratégica da Baixada Cuiabana permite que a região se transforme em um importante polo de integração econômica entre produção, armazenamento e distribuição.
Outro ponto defendido por Vuolo foi a necessidade de integração entre poder público e iniciativa privada para assegurar que os investimentos saiam efetivamente do papel. Segundo ele, a reunião desta segunda-feira demonstrou que existe disposição política para construção de soluções conjuntas capazes de viabilizar a estrutura necessária para implantação do terminal industrial.
Durante o encontro, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi, afirmou que o Parlamento Estadual pretende discutir abertura de espaço orçamentário para apoio ao projeto. Vuolo considerou a possibilidade de destinação de emendas parlamentares um passo importante para acelerar a consolidação da proposta. Segundo ele, a participação da Assembleia pode garantir segurança financeira e institucional para que os investimentos avancem nos próximos anos.
Após a reunião ampliada realizada nesta segunda-feira, lideranças empresariais e representantes do Fórum Pró-Ferrovia passaram a defender que o próximo passo fundamental será fazer com que o Governo do Estado abrace definitivamente o projeto ferroviário e compreenda o impacto estratégico da obra dentro dos novos traçados geopolíticos e geoprodutivos de Mato Grosso. A avaliação apresentada durante o encontro é de que o estado vive uma reorganização logística e econômica impulsionada pelo crescimento do agronegócio, pela expansão industrial e pela necessidade de integração entre regiões produtoras e corredores de exportação.
Dentro dessa nova configuração econômica, a extensão da ferrovia até Cuiabá e a criação do terminal industrial em Santo Antônio de Leverger são tratadas como peças importantes para inserir a Baixada Cuiabana dentro dos grandes fluxos econômicos estaduais. A intenção é transformar a região metropolitana em um eixo complementar de industrialização, logística e distribuição, reduzindo desigualdades históricas de desenvolvimento entre a capital e outras regiões mais industrializadas de Mato Grosso.

Vuolo ressaltou que os avanços políticos conquistados durante a reunião representam um marco importante para o projeto, principalmente após a sinalização do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi, de que o Parlamento poderá assegurar espaço no orçamento estadual e estimular a destinação de emendas parlamentares voltadas à estruturação do corredor ferroviário e do terminal industrial.
Segundo ele, o apoio institucional da Assembleia Legislativa fortalece o ambiente político necessário para início das etapas técnicas, jurídicas e financeiras do projeto. A expectativa agora é de que o Governo do Estado avance nas discussões relacionadas ao planejamento logístico, viabilidade econômica, integração metropolitana e consolidação dos instrumentos legais necessários para que a proposta saia efetivamente do campo das discussões e avance para a fase de implantação.
Além do aspecto econômico, Vuolo também destacou o impacto social do projeto para os municípios da Baixada Cuiabana. Segundo ele, o fortalecimento da infraestrutura ferroviária pode representar uma alternativa concreta para geração de empregos, aumento da arrecadação municipal e melhoria das condições sociais da população da região metropolitana.
Para o presidente do Fórum Pró-Ferrovia, a chegada da ferrovia até Cuiabá possui importância estratégica não apenas para a capital, mas para toda a matriz logística de Mato Grosso. Ele defendeu que o modal ferroviário seja tratado como política permanente de desenvolvimento regional e afirmou que a discussão precisa envolver governos, setor produtivo, universidades, entidades empresariais e instituições públicas ligadas ao planejamento econômico.

Vuolo também ressaltou que o avanço da ferrovia cria condições para fortalecimento de corredores de integração econômica e pode inserir a Baixada Cuiabana em uma nova dinâmica de desenvolvimento regional. Segundo ele, a proposta não se resume à passagem dos trilhos, mas à criação de um sistema capaz de atrair investimentos estruturantes, consolidar novas cadeias produtivas e ampliar a participação econômica da região metropolitana dentro do cenário estadual.
A expectativa agora é de que novos encontros técnicos avancem na consolidação do projeto, definição de viabilidade financeira, planejamento urbano e estruturação logística necessária para implantação do terminal industrial ferroviário em Santo Antônio de Leverger.