Em Cuiabá, Aldo Rebelo critica alta de gastos e impostos por parte do governo federal e diz que Brasil trava seu potencial de crescimento, VEJA O VÍDEO
JB News
por Nayara Cristina
Aldo Rebelo eleva tom em Cuiabá e cobra agenda de crescimento para tirar Brasil da estagnação
A presença de Aldo Rebelo no Fórum Economia e Desenvolvimento Institucional, realizado nesta terça-feira em Cuiabá, transformou o encontro em um dos momentos mais contundentes do debate sobre os rumos do país. Pré-candidato à Presidência da República nas eleições de 2026 pelo partido Democracia Cristã, o ex-ministro levou ao evento um discurso de forte teor econômico e político. Diante de empresários, lideranças políticas e representantes do setor produtivo, ele fez duras críticas à condução da política econômica nacional e afirmou que o Brasil atravessa um período de paralisia, sem uma estratégia clara de crescimento sustentável.
Em seu discurso, Aldo Rebelo afirmou que o país vive um ciclo de estagnação econômica e social agravado, segundo ele, por uma agenda federal excessivamente concentrada no aumento de gastos públicos e na ampliação da carga tributária. Para o ex-ministro, a lógica atual tem priorizado medidas de curto prazo e de efeito eleitoral, sem atacar os gargalos estruturais que impedem o avanço da produção, da infraestrutura e da competitividade brasileira. “Infelizmente, a agenda atual se resume a ampliar despesas e elevar impostos para sustentar essas despesas”, criticou, ao defender uma mudança de rota na política econômica.
Aldo sustentou que o Brasil possui condições naturais e estratégicas para retomar um ciclo robusto de crescimento, desde que passe a explorar de forma mais eficiente três grandes frentes que, segundo ele, são decisivas para o futuro nacional: o agronegócio e a pecuária, a mineração e a energia. Na avaliação do ex-ministro, o país segue desperdiçando oportunidades históricas por entraves burocráticos, insegurança regulatória e ausência de planejamento de longo prazo.
Ao tratar do setor mineral, Aldo destacou o potencial brasileiro em minerais críticos e terras raras, insumos considerados fundamentais para a transição energética global, para a indústria de alta tecnologia e para a geopolítica internacional. Segundo ele, o Brasil tem capacidade de se tornar uma potência mundial nesse segmento, especialmente em um cenário de disputa global por cadeias produtivas estratégicas.
Na área de energia, o ex-ministro afirmou que o país precisa retomar grandes projetos estruturantes. Ele defendeu a expansão da matriz hidrelétrica, argumentando que o Brasil ainda possui margem para ampliar sua capacidade de geração, sobretudo na Amazônia, desde que haja equilíbrio entre desenvolvimento e preservação ambiental. Também voltou a defender o avanço da exploração de petróleo em novas fronteiras, citando a Margem Equatorial e a Bacia de Pelotas como regiões de elevado potencial econômico.
As críticas de Aldo encontram eco em parte do debate econômico nacional sobre o equilíbrio das contas públicas e o ambiente de investimentos. O governo federal tem sustentado que conseguiu cumprir a meta fiscal dentro das regras vigentes, mas economistas e agentes de mercado continuam apontando preocupações com o crescimento das despesas obrigatórias, a rigidez do orçamento e a trajetória da dívida pública nos próximos anos.
No palco do LIDE, Aldo Rebelo reforçou que o Brasil precisa voltar a discutir desenvolvimento como projeto de Estado, com segurança jurídica, investimentos em infraestrutura, estímulo à produção e aproveitamento racional de suas riquezas naturais. Em Cuiabá, seu discurso foi recebido como um alerta sobre a necessidade de o país sair do debate de curto prazo e retomar uma agenda de crescimento baseada em planejamento, soberania econômica e expansão produtiva.
Veja:
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