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Por Emerson Teixeira
A empresária e advogada Thatiana Rabelo Mesquita Theodoro, proprietária do bar Tatu Bola, em Cuiabá, é apontada pela investigação da Operação Bóreas como responsável por auxiliar na movimentação e na ocultação de recursos que teriam origem criminosa. Ela chegou a ser presa preventivamente, mas já deixou a unidade prisional.
As informações constam na decisão do juiz André Dias Irigon, da 4ª Vara Federal Criminal de Palmas, no Tocantins, que autorizou a prisão preventiva da empresária e de outros investigados.
De acordo com a decisão, Thatiana teria utilizado contas bancárias e a aquisição de imóveis, joias e outros bens de alto valor para dificultar a identificação da origem dos recursos movimentados pelo grupo investigado.
O magistrado descreve a empresária como uma pessoa que supostamente atuava na “ocultação patrimonial” dos valores sob investigação, por meio de movimentações financeiras e da formação de patrimônio. A suspeita é de que esses mecanismos tenham sido utilizados para esconder ou dissimular a procedência do dinheiro.
Thatiana foi presa na terça-feira (25), dentro de seu apartamento, em Cuiabá. Após os procedimentos legais e a audiência de custódia, ela foi encaminhada à Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, na Capital, onde permaneceu em espaço destinado a profissionais da advocacia.
A empresária, no entanto, já deixou a unidade prisional. O advogado Fernando Faria, responsável pela defesa, informou que Thatiana foi colocada em liberdade sem a necessidade de pagamento de fiança.
A investigação também relaciona a advogada ao irmão, Márcio Rabello Mesquita Theodoro, conhecido como “Pollo”. Piloto, ele foi preso em flagrante em fevereiro de 2025, após ser encontrado transportando aproximadamente 475 quilos de cocaína em uma aeronave apreendida em uma área rural entre os municípios de Marianópolis e Caseara, no Tocantins.
Segundo a decisão judicial, conversas encontradas no celular de Márcio durante as investigações indicariam diálogos com Thatiana envolvendo negociações de bens de alto valor.
Em uma das mensagens mencionadas no processo, a empresária teria oferecido uma coleção de joias e citado peças confeccionadas em ouro e diamantes. Para os investigadores, os diálogos fazem parte do conjunto de elementos utilizados para apurar uma possível estratégia de ocultação e dissimulação patrimonial.
A Operação Bóreas investiga crimes relacionados ao tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e movimentação patrimonial de integrantes do grupo. As apurações continuam para identificar o destino dos recursos, dimensionar o patrimônio supostamente ocultado e individualizar a participação de cada investigado.
A defesa de Thatiana nega que ela tenha ligação direta com o esquema investigado. As responsabilidades ainda serão analisadas pela Justiça no decorrer do processo.