JB News
Da redação
Candidato afirma ter recebido relatos de gestores municipais que temem perder recursos já conveniados caso não apoiem candidatura adversária ao Governo
O candidato ao Governo de Mato Grosso Wellington Fagundes (PL) afirmou que prefeitos do Estado estariam sofrendo pressão política para declarar apoio à candidatura adversária. Segundo ele, gestores municipais teriam relatado que a liberação de recursos previstos em convênios firmados com o Governo do Estado estaria sendo vinculada ao posicionamento político adotado durante a campanha eleitoral.
Wellington disse que alguns prefeitos procuraram diretamente sua equipe e relataram preocupação com a possibilidade de os municípios deixarem de receber parcelas ainda pendentes dos convênios.
“Muitos prefeitos me falam: ‘Wellington, você me ajudou muito no município, o senador Jayme Campos ajudou muito, mas nós assinamos convênios e eles estão dizendo que, se nós não apoiarmos, os convênios não serão pagos’”, declarou o candidato.
A afirmação foi feita por Wellington ao comentar a movimentação de prefeitos em torno das candidaturas ao Palácio Paiaguás. O candidato também questionou a quantidade de convênios celebrados em período próximo ao processo eleitoral e afirmou que, em determinados casos, apenas uma pequena parcela do valor teria sido efetivamente repassada.
Segundo Wellington, existem instrumentos firmados em que ainda restariam 70%, 80% ou até 90% dos recursos para serem liberados aos municípios. Para ele, essa situação poderia deixar prefeitos vulneráveis a pressões políticas diante da necessidade de garantir a continuidade de obras e investimentos locais.
O candidato não apresentou, na declaração divulgada, documentos ou nomes de gestores que comprovem eventual condicionamento dos pagamentos. As afirmações, portanto, representam denúncias feitas por Wellington e relatos que, segundo ele, teriam sido levados ao seu conhecimento por prefeitos.
Wellington relatou ainda que alguns gestores que aparecem publicamente apoiando seu adversário manteriam, de forma reservada, uma posição diferente.
“Tem prefeito que foi ao meu gabinete, gravou agradecendo e depois disse: ‘Eu recebo pressão, vou ter que apoiá-lo, mas é da boca para fora’”, afirmou.
Na avaliação do candidato do PL, a quantidade de prefeitos reunidos em torno de uma candidatura não representa, necessariamente, transferência de votos para a disputa estadual. Wellington argumentou que o eleitor tem autonomia para decidir independentemente da posição adotada pelo prefeito de seu município.
“Quem tem a grande maioria dos prefeitos não consegue crescer nas pesquisas. O eleitor está vendo muito claro: não é o grandão que vai mandar em mim. Meu voto é secreto, meu voto é pessoal”, declarou.
Ao tratar da composição política para as eleições, Wellington também reafirmou que seguirá alinhado aos candidatos de sua coligação e ao projeto partidário do PL.
Ele declarou apoio a Flávio Bolsonaro na disputa pela Presidência da República e reforçou que estará ao lado de José Medeiros e Janaína Riva na corrida ao Senado, além de defender os candidatos a deputado estadual e federal que integram seu grupo político.
A declaração aumenta o tom do embate eleitoral em Mato Grosso e coloca os convênios firmados entre o Governo do Estado e as prefeituras no centro da disputa política. Wellington sustenta que existe pressão sobre gestores municipais, enquanto qualquer eventual relação entre pagamento de convênios e apoio eleitoral dependeria de comprovação.
Até o momento, no conteúdo apresentado pelo candidato, não foram identificados publicamente quais prefeitos teriam feito os relatos nem quais convênios estariam supostamente envolvidos.
VEJA: