Operação Tu Quoque

Saiba quem é o policial militar preso suspeito de liderar esquema de roubo de drogas e lavagem de dinheiro do tráfico em MT

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Saiba quem é o policial militar preso suspeito de liderar esquema de roubo de drogas e lavagem de dinheiro do tráfico em MT

JB News

Por Emerson Teixeira

A prisão do policial militar Philippe Thiago Figueiredo, de 34 anos, durante a Operação Tu Quoque, deflagrada nesta quarta-feira (27), revelou detalhes de uma investigação que apura a atuação de um grupo criminoso envolvido com roubo de cargas de drogas, tráfico de entorpecentes e lavagem de dinheiro em Mato Grosso. Lotado no 1º Batalhão da Polícia Militar, em Cuiabá, o militar é apontado pelas autoridades como um dos principais articuladores do esquema criminoso.

Segundo as investigações, Philippe Thiago teria participação direta na organização das ações criminosas e seria responsável pela logística operacional do grupo, incluindo monitoramento, transporte e redistribuição das drogas roubadas. A polícia apura ainda se o militar utilizava a estrutura e o conhecimento operacional da atividade policial para facilitar as ações da quadrilha.

As investigações identificaram que o grupo atuava dividido em dois núcleos. Um deles ficava responsável por levantar informações sobre depósitos clandestinos de drogas ligados a uma facção criminosa na região de fronteira de Mato Grosso. Já o segundo núcleo saía de Cuiabá até cidades como Pontes e Lacerda para executar o roubo dos entorpecentes e transportar a carga até a região metropolitana.

Conforme os investigadores, após os roubos, a droga era separada e distribuída para outros integrantes responsáveis pela comercialização. Philippe Thiago seria um dos responsáveis pela coordenação dessa logística.

O avanço da investigação ocorreu após a prisão de um dos envolvidos no esquema criminoso. A partir disso, a polícia conseguiu rastrear movimentações financeiras, identificar possíveis empresas utilizadas para ocultação de patrimônio e mapear a atuação do grupo.

Durante a operação desta quarta-feira, além do mandado de prisão, equipes também cumpriram buscas em endereços ligados ao policial militar. Uma empresa registrada em nome dele, localizada no Residencial Alice Novack, em Cuiabá, também foi alvo da ação policial.

Outro ponto investigado é um possível esquema de lavagem de dinheiro. Segundo a apuração, os suspeitos teriam utilizado contas bancárias de familiares, empresas consideradas de fachada e até plataformas de apostas online para movimentar recursos oriundos das atividades criminosas.

A polícia também investiga se havia participação de outros integrantes de facções criminosas ou até mesmo de agentes públicos no esquema. Até o momento, as autoridades não divulgaram quantas pessoas são investigadas nem o volume financeiro movimentado pela organização.

A Corregedoria-Geral da Polícia Militar informou que abriu procedimento administrativo para apurar a conduta do militar preso. Em nota oficial, a corporação afirmou que não compactua com crimes praticados por integrantes da instituição.

“A PMMT informa que também será instaurado procedimento administrativo pela Corregedoria-Geral e ressalta que não coaduna com qualquer tipo de crime cometido por seus integrantes”, afirmou a Polícia Militar em posicionamento oficial.

A Operação Tu Quoque segue em andamento e novas diligências ainda podem ser realizadas nos próximos dias. As autoridades também não descartam novas prisões conforme o avanço das investigações.