Polícia vê contradições e suspeita de conivência: esposa de homem que estuprou e matou a própria irmã muda versões e admite “mentiras”

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Polícia vê contradições e suspeita de conivência: esposa de homem que estuprou e matou a própria irmã muda versões e admite “mentiras”
JB News por Emerson Teixeira A investigação conduzida pela Polícia Civil de Mato Grosso sobre um dos crimes mais brutais recentes em Cuiabá ganhou novos e perturbadores elementos após a prisão de Mariana Mara, de 36 anos. Apontada como possível cúmplice no assassinato da adolescente de 17 anos, a mulher passou a apresentar versões contraditórias e acabou admitindo que mentiu durante os depoimentos, o que reforçou a linha de investigação de possível conivência no crime. De acordo com informações da própria investigação, Mariana inicialmente negou qualquer envolvimento, mas passou a cair em contradições ao ser confrontada com provas técnicas e com o depoimento do marido, Marcos Pereira Soares — autor confesso do assassinato da própria irmã.  Um dos pontos que levantaram suspeitas foi a tentativa de ocultar o contato com a vítima dias antes do crime. A informação, inicialmente omitida, veio à tona após acareação, quando Mariana admitiu que conversou com a adolescente e chegou a ofendê-la. Outro elemento considerado crucial pelos investigadores foi a mudança de versão sobre o dia do assassinato: ela negou ter acompanhado o marido, mas depois confessou que o seguiu utilizando transporte por aplicativo, confirmando a narrativa apresentada por ele. A situação se agravou quando, após a prisão e a apreensão do celular da suspeita, novas evidências começaram a surgir. Segundo a polícia, isso indica uma possível tentativa de esconder informações relevantes e até interferir no curso das investigações.  Em um dos momentos mais delicados do inquérito, Mariana pediu para falar reservadamente com os investigadores e reconheceu que havia omitido fatos importantes. Outro detalhe que pesa contra a suspeita é o reconhecimento de uma peça de roupa encontrada no corpo da vítima. Durante a necropsia, um macacão foi localizado enrolado no pescoço da adolescente, e Mariana confirmou ser a proprietária da peça — fato que a coloca diretamente na cena do crime e amplia as suspeitas sobre sua participação. Para a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, o conjunto de contradições, omissões e evidências materiais aponta para mais do que simples desconhecimento dos fatos. A linha investigativa considera que Mariana pode ter tido algum grau de envolvimento ou, no mínimo, ciência do crime, não descartando a hipótese de conivência. O assassinato, ocorrido no dia 11 de março, chocou a população pela extrema violência. A adolescente foi retirada à força de casa pelo irmão, torturada, estuprada e teve o corpo descartado em um córrego, com sinais claros de tentativa de ocultação. A brutalidade do caso é ainda mais impactante diante do histórico criminal de Marcos, que havia deixado o sistema prisional apenas dois dias antes do crime. Diante das inconsistências e do avanço das apurações, a Polícia Civil defende a manutenção da prisão de Mariana Mara enquanto aprofunda as investigações para esclarecer o nível de participação de cada envolvido. O caso segue sob análise e deve ter novos desdobramentos nos próximos dias, à medida que laudos periciais e dados extraídos de dispositivos eletrônicos forem incorporados ao inquérito.