FIANÇA DE R$ 5,6 MIL

Piloto acusado de atropelar funcionária em evento da Stock Car em Cuiabá é solto após audiência de custódia

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Piloto acusado de atropelar funcionária em evento da Stock Car em Cuiabá é solto após audiência de custódia

JB News

Por Emerson Teixeira

O piloto Rodrigo Guerice Vieites Gil, preso em flagrante após atropelar uma controladora de acesso durante um evento automobilístico realizado no Parque Novo Mato Grosso, em Cuiabá, foi colocado em liberdade provisória mediante o pagamento de fiança no valor de R$ 5.673,50.

A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada no domingo (21), na 10ª Vara Criminal da Capital. Rodrigo havia sido detido no sábado (20), após se envolver em uma ocorrência registrada em uma área restrita do evento que sediava atividades relacionadas à Stock Car.

De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima atuava no controle de entrada do local quando impediu a passagem do piloto por falta da credencial exigida para acesso à área. Testemunhas relataram que houve um desentendimento entre os envolvidos antes do atropelamento.

Segundo os relatos colhidos pela polícia, Rodrigo teria acelerado o veículo em direção ao ponto de controle, atingindo a funcionária e derrubando cones de sinalização. A trabalhadora recebeu atendimento médico ainda no local e foi encaminhada para uma unidade de saúde.

Posteriormente, ela foi transferida para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Verdão. Um laudo preliminar apontou que a vítima sofreu lesões, mas sem a constatação de fraturas.

Após a ocorrência, o piloto foi conduzido à Central de Flagrantes, onde foi autuado inicialmente por tentativa de homicídio. O caso foi encaminhado à Justiça para análise durante a audiência de custódia.

Durante a sessão, o Ministério Público de Mato Grosso e a defesa do investigado se manifestaram pela concessão da liberdade provisória, com aplicação de medidas cautelares. A defesa também informou que Rodrigo realiza tratamento médico para Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), utilizando medicamentos prescritos por especialistas.

Ao analisar o caso, o magistrado reconheceu a legalidade da prisão em flagrante, mas destacou que não houve pedido de conversão da prisão em preventiva por parte da autoridade policial nem do Ministério Público. Diante desse cenário, foi concedida a liberdade provisória mediante o pagamento da fiança estabelecida pela Justiça.

As investigações continuam sob responsabilidade da Polícia Civil, que busca esclarecer todos os detalhes da ocorrência e apurar as circunstâncias que antecederam o atropelamento. A conclusão do inquérito deverá apontar os elementos que irão subsidiar os próximos desdobramentos judiciais do caso.