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“É uma obra complexa”, diz Mauren; ao explicar projeto que prevê praça e trilha hard no Morro de Santo Antônio

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“É uma obra complexa”, diz Mauren; ao explicar projeto que prevê praça e trilha hard no Morro de Santo Antônio

“É uma obra complexa que exige cuidados ambientais específicos”, diz Mauren ao explicar atraso nas intervenções do Morro de Santo Antônio

O projeto de transformação do Morro de Santo Antônio em um dos maiores complexos de turismo ecológico e religioso de Mato Grosso continua cercado por desafios ambientais, disputas judiciais e debates sobre o futuro de um dos principais cartões-postais da Baixada Cuiabana. Com cerca de 20% das obras executadas, a intervenção conduzida pelo Governo do Estado segue em ritmo considerado cauteloso pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), que atribui a demora às rigorosas exigências legais impostas por se tratar de uma unidade de conservação de proteção integral. (TV Cidade Verde | Sempre em movimento)

Durante entrevista nesta semana, a secretária estadual de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que a complexidade ambiental do empreendimento exige uma série de cuidados técnicos que acabam tornando a execução mais lenta do que em obras convencionais.

“É uma obra complexa que exige cuidados ambientais específicos”, declarou a secretária ao justificar o cronograma mais extenso para a conclusão dos trabalhos. (Diario de Cuiabá)

A previsão oficial do governo é entregar a primeira etapa do complexo até o final de 2026, enquanto a conclusão integral está programada para junho de 2027. Ainda assim, o Executivo trabalha com a possibilidade de antecipar parte das entregas caso as condições técnicas e ambientais permitam. (TV Cidade Verde | Sempre em movimento)

O projeto vai muito além da simples recuperação das trilhas existentes. O planejamento prevê a implantação de trilhas acessíveis, percursos de maior dificuldade para aventureiros e praticantes de esportes de natureza, espaços de contemplação da paisagem, áreas de apoio aos visitantes, praça de convivência e infraestrutura voltada à realização de eventos culturais e religiosos. A proposta também mantém as chamadas trilhas “hard”, tradicionalmente utilizadas por romeiros e frequentadores que buscam a experiência histórica da subida ao morro. (TV Cidade Verde | Sempre em movimento)

Segundo Mauren, o governo optou por preservar o caráter religioso e tradicional do monumento, garantindo que os percursos mais desafiadores continuem disponíveis após a conclusão das obras.

“Nós não iremos eliminar a possibilidade de a população realizar aquela sua subida de cunho religioso. As trilhas mais difíceis serão mantidas, mas com maior organização e segurança”, afirmou. (Estadão MT)

Outro ponto que vem chamando atenção é a necessidade de desapropriações para viabilizar o complexo turístico. O Governo de Mato Grosso já anunciou a desocupação de aproximadamente 13 propriedades localizadas na área de influência direta do empreendimento, alegando interesse público e necessidade de garantir a implantação integral da infraestrutura prevista para o local. (Instagram)

A obra representa um dos maiores investimentos recentes em turismo ecológico da região metropolitana de Cuiabá. O contrato firmado pelo Estado prevê aporte superior a R$ 10 milhões para implantação das estruturas permanentes, valor que poderá gerar impactos diretos no desenvolvimento econômico da Baixada Cuiabana, ampliando o fluxo turístico, fortalecendo o comércio local e criando novas oportunidades para o setor de serviços. (Diario de Cuiabá)

Entretanto, o caminho até a conclusão do empreendimento tem sido marcado por controvérsias. Desde o início das intervenções, o projeto enfrentou críticas de ambientalistas, questionamentos do Ministério Público Estadual e decisões judiciais que chegaram a interromper temporariamente as obras. Vistorias apontaram processos erosivos, alterações na paisagem e a necessidade de adequações técnicas para reduzir os impactos ambientais. O governo promoveu ajustes no projeto, ampliou medidas de recuperação vegetal e reforçou os mecanismos de controle ambiental para garantir a continuidade dos trabalhos. (Baixada Cuiabana News)

Atualmente, o Morro de Santo Antônio permanece interditado para visitação pública. A Sema argumenta que a restrição é necessária para garantir a segurança dos visitantes durante a execução das obras e para evitar acidentes em áreas que ainda passam por intervenções estruturais. A reabertura ocorrerá apenas após a certificação das condições de uso e da conclusão das etapas consideradas essenciais para a segurança do público. (TV Cidade Verde | Sempre em movimento)

Considerado um dos símbolos históricos, culturais e religiosos de Mato Grosso, o Morro de Santo Antônio recebe anualmente milhares de visitantes, peregrinos e praticantes de trilhas. A expectativa do governo é que, após a conclusão do complexo, o monumento se transforme em uma referência nacional de turismo de natureza, acessibilidade e contemplação, sem perder as características que fizeram do local um patrimônio afetivo da população mato-grossense.

Entre desafios ambientais, disputas jurídicas e grandes expectativas econômicas, a obra avança sob a promessa de entregar uma nova estrutura turística para a região. O desafio agora é equilibrar desenvolvimento, preservação ambiental e respeito à história de um dos lugares mais emblemáticos de Mato Grosso.

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