Polícia Civil desarticula esquema de desvio de recursos na Câmara de Cuiabá e afasta vereador Chico 2000

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JB News por Nayara Cristina Foto Arte Emerson Teixeira- JB News Vereador Chico 2000 foi afastado por conta da Operação Gorgheta A Câmara Municipal de Cuiabá amanheceu nesta terça-feira sob forte movimentação policial com a deflagração da Operação Gorgheta, conduzida pela Polícia Civil de Mato Grosso, que apura um esquema de desvio de recursos públicos envolvendo emendas parlamentares. Entre os alvos da investigação está o vereador Chico 2000, que foi afastado do mandato por decisão judicial após ser apontado como um dos principais investigados no caso. A operação investiga crimes de peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro, com prejuízos significativos ao erário do município de Cuiabá. As apurações se concentram especialmente no âmbito da Câmara Municipal e da Secretaria Municipal de Esportes da capital. Segundo a Polícia Civil, o esquema criminoso teria envolvido servidores públicos, um instituto sem fins lucrativos, empresas privadas e empresários. De acordo com a investigação, o grupo direcionava emendas parlamentares a um instituto e a empresas específicas, havendo posteriormente o retorno de parte dos valores ao vereador responsável pelas indicações. A ação é coordenada pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (DECOR), que cumpre, ao todo, 75 ordens judiciais com o objetivo de desarticular o esquema. Entre as medidas determinadas pela Justiça estão o cumprimento de aproximadamente 12 mandados de busca e apreensão e 12 ordens de acesso a dados telemáticos e digitais. Além do afastamento do cargo, o vereador Chico 2000 e dois servidores da Câmara Municipal foram submetidos a medidas cautelares, assim como outros investigados, incluindo a proibição de contato entre si e com testemunhas, restrição de acesso a prédios públicos como a Prefeitura, a Câmara Municipal e secretarias, além da proibição de deixar a comarca e a obrigação de entrega dos passaportes. A decisão judicial também determinou o bloqueio de R$ 676.042,32 em contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas ligadas aos investigados. Houve ainda o sequestro de veículos, embarcação e imóveis, bem como a suspensão das atividades do instituto envolvido no esquema. O Poder Executivo e o Poder Legislativo municipal ficaram proibidos de contratar, nomear ou realizar pagamentos a pessoas e empresas citadas na investigação. A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento e que novas fases da operação não estão descartadas. O caso reforça o cerco das autoridades aos crimes de corrupção e desvio de recursos públicos no município de Cuiabá. Em nota o vereador informou que não teve ainda acesso a decisão e sobre as investigações.