Operação da PC mira esquema de fraude em licitação e cumpre mandados em Pontal do Araguaia e Água Boa

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Operação da PC  mira esquema de fraude em licitação e cumpre mandados em Pontal do Araguaia e Água Boa
JB News Por Emerson Teixeira Fotos: PC-MT A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (15), a Operação Areia Movediça para desarticular um esquema de fraudes em licitação e irregularidades na execução de contrato administrativo ligado à Prefeitura de Araguaiana. A ofensiva cumpriu dez ordens judiciais nas cidades de Araguaiana, Pontal do Araguaia e Água Boa, com foco na coleta de provas contra empresários e investigados suspeitos de manipular o processo de contratação pública. A investigação é conduzida pela Delegacia de Polícia de Araguaiana e apura indícios de fraude no caráter competitivo da licitação, falsidade ideológica e uso de documento falso. Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão domiciliar e cinco ordens de quebra de sigilo telemático, todas autorizadas pelo Juízo das Garantias da Comarca de Barra do Garças. As medidas têm como objetivo aprofundar a apuração sobre o possível direcionamento do certame e a participação de envolvidos na suposta montagem do processo. O inquérito foi instaurado após o registro de boletim de ocorrência apontando inconsistências no procedimento licitatório. A partir da denúncia, a Polícia Civil realizou oitivas, análises documentais e diligências técnicas que, segundo os investigadores, revelaram uma série de indícios de irregularidades no Pregão Presencial nº 09/2025. O certame resultou na contratação de uma empresa para organizar um evento esportivo promovido pelo município de Araguaiana. De acordo com a investigação, há suspeitas de irregularidades já na fase interna da licitação, incluindo possível simulação de pesquisa de preços, uso de orçamentos sem autorização dos supostos emissores e padronização suspeita de documentos apresentados por empresas diferentes. Esses elementos, segundo a polícia, levantam a hipótese de que o processo tenha sido previamente direcionado para favorecer participantes específicos. Outro ponto considerado grave pela investigação é a suspeita de ajuste prévio entre empresas e agentes envolvidos, além de inconsistências temporais entre a homologação da licitação e a execução do contrato. Conforme apurado, materiais e serviços previstos no objeto contratado já poderiam estar disponíveis antes mesmo da conclusão formal do processo, o que reforça a suspeita de que o resultado da concorrência teria sido previamente articulado. A Polícia Civil também apura possível sobrepreço em itens adquiridos para o evento, como camisetas, materiais esportivos e troféus, cujos valores teriam superado os preços médios de mercado. Além disso, surgiram indícios de inconsistências na execução financeira do contrato, especialmente em relação à destinação de recursos reservados para premiações. Há divergências entre os valores anunciados e os montantes que teriam sido efetivamente pagos aos participantes. A operação desta quarta-feira representa mais uma etapa de um inquérito que busca esclarecer se houve uso da estrutura pública para beneficiar interesses privados em detrimento do interesse coletivo. A Polícia Civil informou que as investigações continuam, com análise do material apreendido, perícias técnicas e novas diligências para identificar todos os responsáveis e eventual responsabilização criminal dos envolvidos.