MESA DIRETORA

“Não existe vitória antes do encerramento da eleição”, diz Paula Calil em meio à disputa pelos 18 votos na Câmara

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“Não existe vitória antes do encerramento da eleição”, diz Paula Calil em meio à disputa pelos 18 votos na Câmara

A presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereadora Paula Calil (PL), afirmou que a articulação para alterar o Regimento Interno da Casa e permitir a reeleição para a Mesa Diretora segue em andamento e depende da construção de uma maioria qualificada entre os parlamentares. Durante entrevista concedida nesta sexta-feira, a parlamentar disse que o objetivo é aprovar a mudança ainda antes do recesso parlamentar, garantindo segurança jurídica para a eleição da próxima Mesa Diretora.

Atualmente, o Regimento Interno da Câmara impede a reeleição para o mesmo cargo da Mesa Diretora. Para que Paula Calil possa disputar um novo mandato na presidência, é necessária a aprovação de um projeto de resolução alterando essa regra. A matéria depende do voto favorável de pelo menos 18 dos 27 vereadores.

Segundo a presidente, o projeto foi apresentado pelo vereador Max (Maxita), após semanas de articulação política entre os parlamentares.

É importante que esse projeto seja apreciado pelos colegas ainda antes do recesso parlamentar, justamente para garantir segurança jurídica”, afirmou.

Paula Calil ressaltou que, neste momento, sequer pode se considerar oficialmente candidata à reeleição, já que sua participação na disputa depende, obrigatoriamente, da aprovação da alteração regimental.

Eu não posso falar que sou candidata porque primeiro precisamos alterar o Regimento Interno da Casa”, declarou.

A presidente explicou que seu grupo político vem sendo ampliado nas últimas semanas após a aproximação com o vereador Dilemário Alencar (União Brasil) e com a vereadora Baixinha Giraldelli. Segundo ela, a união dos grupos busca fortalecer uma candidatura única para a eleição da Mesa Diretora.

É uma construção. É um processo democrático e de muito diálogo entre os colegas para que a gente consiga os votos necessários para aprovar essa matéria”, afirmou.

Questionada sobre um plano alternativo caso a alteração do Regimento Interno não seja aprovada, Paula Calil revelou que o grupo já discutiu um cenário em que Dilemário Alencar assumiria a cabeça de chapa, enquanto ela ocuparia a Primeira-Secretaria da Mesa Diretora.

A presidente fez questão de afirmar que não trata a disputa como uma questão pessoal e disse estar disposta a exercer qualquer função que fortaleça o grupo político.

Eu não tenho vaidades. Se não for possível a minha candidatura, posso compor como primeira-secretária. O nosso propósito é construir uma chapa competitiva”, disse.

Mesmo com o avanço das articulações lideradas por Paula Calil, a disputa pelo comando da Câmara segue completamente aberta. Do outro lado, o vereador Ilde Taques (Podemos) mantém sua candidatura à presidência da Mesa Diretora e afirma que não pretende recuar da disputa.

Nos bastidores, Ilde trabalha com um grupo que, segundo seus aliados, reúne atualmente 13 vereadores. A estratégia do parlamentar é justamente apostar que Paula Calil não conseguirá alcançar os 18 votos necessários para alterar o Regimento Interno. Caso isso ocorra, ela ficará impedida de disputar a reeleição, mudando completamente o cenário da eleição.

A avaliação do grupo liderado por Ilde Taques é que, caso Paula não consiga viabilizar sua candidatura, nem todos os vereadores que hoje integram sua base migrariam automaticamente para uma eventual candidatura de Dilemário Alencar. A leitura do parlamentar é de que parte desses vereadores poderá não se sentir representada pelo nome do vereador do União Brasil e, diante desse cenário, optar por apoiar sua candidatura.

Esse cálculo político é um dos principais motivos pelos quais Ilde Taques mantém sua campanha ativa e demonstra confiança na possibilidade de vitória. Enquanto o bloco de Paula Calil concentra esforços para alcançar os 18 votos exigidos para mudar o Regimento Interno, o grupo adversário aposta no fracasso dessa articulação para conquistar novos apoios e construir maioria na eleição da Mesa Diretora.

Apesar do cenário de intensa movimentação política, Paula Calil evitou antecipar qualquer resultado e afirmou que a disputa continua totalmente em aberto.

Não existe vitória antes do encerramento da eleição. Ninguém pode cantar vitória antecipadamente. A eleição será decidida pelo diálogo e pela construção política entre os vereadores”, concluiu.

Com pouco tempo restante antes do recesso parlamentar, a votação da proposta que altera o Regimento Interno passou a ser considerada decisiva para o futuro da sucessão na Câmara de Cuiabá. Se a mudança for aprovada, Paula Calil poderá disputar um novo mandato na presidência. Caso contrário, a disputa deverá ganhar novos contornos, com Dilemário Alencar e Ilde Taques despontando como os principais protagonistas da corrida pelo comando do Legislativo cuiabano.

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