“MALA BRANCA” NAS CONVENÇÕES

Mauro reage a acusação de Júlio e eleva temperatura da disputa no União: “Acusam os outros daquilo que estão fazendo”

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Mauro reage a acusação de Júlio e eleva temperatura da disputa no União: “Acusam os outros daquilo que estão fazendo”

JB NEWS

Por Emerson Teixeira

A dois dias da convenção estadual do União Brasil, marcada para esta quarta-feira (30), a disputa interna pela definição dos rumos da sigla em Mato Grosso ganhou novos contornos e elevou ainda mais a tensão nos bastidores da sucessão estadual. O ex-governador Mauro Mendes, presidente estadual do partido e pré-candidato ao Senado, respondeu de forma contundente às declarações do deputado estadual Júlio Campos, que havia afirmado existir uma suposta “mala branca” circulando para influenciar convencionais da legenda. 

Na semana passada, Júlio Campos, um dos principais articuladores da pré-candidatura do senador Jayme Campos ao Governo do Estado, afirmou que convencionais estariam sendo assediados para mudar de posição na votação que decidirá se o União Brasil lançará candidatura própria ao Palácio Paiaguás ou apoiará o projeto de reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Sem apresentar provas ou citar nomes, o parlamentar declarou que a chamada “mala branca” já estaria em circulação para tentar desarticular o grupo liderado por seu irmão. 

Questionado sobre as acusações, Mauro Mendes rebateu diretamente o deputado e afirmou que esse tipo de estratégia é recorrente na política.

“Essa prática é antiga. Eu já vi muitas vezes as pessoas acusarem os outros daquilo que estão fazendo. Se ele tem alguma prova, que apresente. Senão, vale para ele essa máxima muito antiga de acusar as outras pessoas daquilo que você está fazendo. Isso é um ditado conhecido na política: acuse o seu adversário daquilo que você está fazendo”, declarou o ex-governador.

A resposta endurece ainda mais o embate interno que divide o União Brasil. De um lado, Mauro Mendes trabalha para que a legenda mantenha alinhamento com Otaviano Pivetta, de quem é principal aliado político. Do outro, Jayme Campos insiste em disputar o Governo pelo próprio partido e afirma possuir maioria entre os convencionais.

A convenção estadual do União Brasil foi antecipada para o dia 30 de julho, em Cuiabá, justamente para definir o impasse que domina a legenda nas últimas semanas. Além da homologação das candidaturas proporcionais e da candidatura de Mauro Mendes ao Senado, os convencionais decidirão se o partido terá candidatura própria ao Governo ou se integrará a aliança em torno de Pivetta. 

Nos bastidores, a disputa é considerada uma das mais acirradas da história recente do União Brasil em Mato Grosso. As declarações de Júlio Campos sobre uma suposta compra de convencionais e a reação imediata de Mauro Mendes demonstram que o confronto político extrapolou as divergências internas e passou a incluir acusações públicas entre as principais lideranças da legenda.

O resultado da convenção poderá redefinir o cenário eleitoral de Mato Grosso. Se Jayme Campos vencer a disputa interna, o União Brasil terá candidatura própria ao Governo. Caso prevaleça a articulação conduzida por Mauro Mendes, a tendência é de manutenção da aliança com Otaviano Pivetta, consolidando um dos principais blocos da sucessão estadual. 

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