FINAL DE APURAÇÃO

Lula vira eleição, supera Flávio Bolsonaro e tem reeleição projetada para um histórico quarto mandato

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Lula vira eleição, supera Flávio Bolsonaro e tem reeleição projetada para um histórico quarto mandato

Por José Teixeira

Com mais de 95% das urnas apuradas, presidente alcança 51,72% dos votos válidos e abre vantagem de 3,44 pontos percentuais; força eleitoral no Nordeste foi decisiva para a virada nacional

Brasília, 25 de outubro de 2026 — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protagonizou uma virada histórica no segundo turno das eleições presidenciais de 2026 e teve sua reeleição projetada pelo instituto Datafolha na noite deste domingo (25). O petista superou o senador Flávio Bolsonaro (PL), que havia terminado o primeiro turno na liderança, e caminha para assumir seu quarto mandato à frente da Presidência da República.

Na parcial nacional consultada, com 95,33% das urnas apuradas, Lula registrava 51,72% dos votos válidos, contra 48,28% de Flávio Bolsonaro. A diferença chegava a 3,44 pontos percentuais, confirmando a ampliação da vantagem do presidente na reta final da totalização.

A virada ganhou força ao longo da noite. Segundo o histórico da apuração, Flávio Bolsonaro assumiu a liderança às 19h16, quando 13,3% das urnas estavam contabilizadas. Lula voltou à primeira posição às 20h27, com aproximadamente 48,4% das urnas apuradas, e ampliou sua vantagem conforme novos resultados foram divulgados.

Derrota no primeiro turno e reação no segundo

A reviravolta tem peso histórico porque Lula havia sido derrotado na primeira etapa da eleição, realizada em 4 de outubro. Na ocasião, Flávio Bolsonaro recebeu 56.104.268 votos, equivalentes a 47,03% dos válidos. Lula obteve 53.876.617 votos, ou 45,16%.

A vantagem inicial de Flávio foi de 2.227.651 votos, correspondentes a 1,87 ponto percentual.

No segundo turno, entretanto, a concentração dos votos em apenas duas candidaturas e a mobilização dos eleitores alteraram o cenário nacional. O resultado projetado marca a primeira vez, desde a redemocratização, que um candidato à Presidência supera no segundo turno um adversário que havia vencido a primeira votação.

Quais estados ajudaram Lula a construir a virada?

O Nordeste voltou a desempenhar papel central no desempenho eleitoral do presidente. Estados como Bahia, Ceará, Pernambuco, Maranhão, Piauí, Paraíba, Rio Grande do Norte, Sergipe e Alagoas deram sustentação à votação petista.

A Bahia se destacou pelo elevado percentual de votos destinados a Lula e pelo tamanho de seu eleitorado. Pernambuco, Ceará e Maranhão também contribuíram com vantagens expressivas, enquanto o Piauí apresentou uma das maiores proporções de apoio ao presidente.

No Rio Grande do Norte, os resultados parciais apontaram votação superior a 65% para Lula. Na Bahia, a preferência pelo petista superou 70% em levantamentos parciais da totalização.

Além do Nordeste, o desempenho de Lula em estados populosos, especialmente Minas Gerais, foi importante para o equilíbrio da disputa nacional. O eleitorado mineiro apresentou uma divisão apertada entre os candidatos, tornando cada avanço na contagem relevante para o resultado brasileiro.

Já Flávio Bolsonaro manteve forte apoio em estados do Sul e do Centro-Oeste, como Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além de apresentar vantagem em São Paulo e no Distrito Federal em diferentes momentos da apuração.

Uma conquista inédita na história presidencial

Com a reeleição projetada, Lula se torna o primeiro político brasileiro escolhido quatro vezes pelo voto popular para ocupar a Presidência da República.

Ele venceu suas primeiras eleições em 2002 e 2006, retornou ao Palácio do Planalto após a vitória de 2022 e agora tem projetada uma nova conquista em 2026.

O próximo mandato começará em 1º de janeiro de 2027 e se estenderá até 31 de dezembro de 2030. Ao concluí-lo, Lula terá acumulado 16 anos na Presidência.

Brasil dividido e novos desafios

Embora a projeção aponte a vitória de Lula, a eleição revela um país politicamente dividido. Flávio Bolsonaro conquistou uma parcela expressiva do eleitorado e demonstrou a força da oposição, mesmo após perder a liderança nacional.

O próximo governo enfrentará desafios econômicos, pressões sobre as contas públicas e a necessidade de construir apoio no Congresso Nacional.

A confirmação definitiva dos números depende da conclusão da totalização pela Justiça Eleitoral.

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