2,33% DA APURAÇÃO

ELEIÇÕES 2026: Lula lidera apuração inicial, mas votos dos maiores colégios eleitorais podem mudar cenário da disputa presidencial

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ELEIÇÕES 2026: Lula lidera apuração inicial, mas votos dos maiores colégios eleitorais podem mudar cenário da disputa presidencial

JBNews

Por José Teixeira

Com apenas 1,67% das urnas apuradas, Lula aparece à frente de Flávio Bolsonaro. São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia e Paraná concentram mais da metade do eleitorado brasileiro e terão peso decisivo no resultado das eleições.

JB NEWS | ELEIÇÕES 2026

O Brasil acompanha, neste domingo (25), os primeiros números da apuração do segundo turno das eleições presidenciais de 2026. A disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) começa com vantagem para o candidato petista, mas o cenário ainda está longe de qualquer definição, principalmente porque a maior parte das urnas brasileiras ainda precisa ser contabilizada.

Conforme os dados apresentados no painel do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com aproximadamente 1,67% das urnas apuradas, o equivalente a pouco mais de 8.331 urnas, Lula registra 52,12% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 47,88%. Apesar da diferença inicial, os números representam uma parcela muito pequena do eleitorado nacional e não permitem estabelecer uma tendência definitiva sobre quem vencerá a eleição.

Um dos fatores que mais exigem atenção neste momento é a distribuição geográfica das urnas já contabilizadas. A totalização dos votos não ocorre de maneira uniforme em todo o território nacional, e a entrada de resultados de estados com perfis eleitorais diferentes pode provocar alterações significativas nos percentuais apresentados ao longo da noite.

Nesse contexto, os maiores colégios eleitorais do país terão papel fundamental no desenrolar da disputa. São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia e Paraná concentram, juntos, aproximadamente 83,3 milhões de eleitores, o equivalente a 52,45% de todo o eleitorado brasileiro, segundo dados oficiais da Justiça Eleitoral. Somente São Paulo possui mais de 34,1 milhões de pessoas aptas a votar, seguido por Minas Gerais, com 16,3 milhões; Rio de Janeiro, com 12,8 milhões; Bahia, com 11,3 milhões; e Paraná, com 8,6 milhões.

O peso desses estados é especialmente relevante quando se observa o comportamento do eleitorado no primeiro turno, realizado em 4 de outubro. Naquela votação, Flávio Bolsonaro apresentou maior força eleitoral nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, enquanto Lula conquistou vantagem no Nordeste. Na região Norte, o cenário ficou dividido, com quatro estados favoráveis ao candidato do PL e três ao presidente da República.

Esse desempenho regional ajuda a explicar por que os primeiros números da apuração precisam ser analisados com cautela. Estados como São Paulo, Minas Gerais e Paraná, onde Flávio Bolsonaro teve desempenho expressivo no primeiro turno, poderão influenciar significativamente os percentuais nacionais conforme suas urnas forem contabilizadas. Por outro lado, a Bahia, quarto maior colégio eleitoral brasileiro e uma das principais bases eleitorais de Lula, também poderá exercer influência importante sobre o resultado.

Antes da interrupção temporária da totalização, provocada por uma decisão judicial relacionada ao horário de votação, a Justiça Eleitoral havia registrado urnas apuradas em 18 estados e no Distrito Federal. Entre eles estavam Mato Grosso, Minas Gerais, Bahia, Paraná, Goiás, Ceará, Pará, Amazonas, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Naquele levantamento inicial, São Paulo e Rio de Janeiro, dois dos maiores colégios eleitorais do país, ainda não apresentavam urnas totalizadas.

O Amazonas registrava, naquele momento, o maior percentual proporcional de urnas contabilizadas, enquanto a Bahia apresentava apenas cinco urnas apuradas. Esses números, anteriores à interrupção, demonstram como a divulgação inicial dos resultados pode apresentar diferenças expressivas entre as regiões, sem necessariamente refletir o comportamento do conjunto do eleitorado brasileiro.

A apuração deste domingo também foi marcada por uma decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prorrogação do horário de votação até as 19 horas, no horário de Brasília. A medida ocorreu após relatos de dificuldades enfrentadas por eleitores para chegar aos locais de votação, especialmente em razão de problemas no transporte público em diferentes regiões do país.

Posteriormente, ficou esclarecido que a prorrogação seria aplicada somente às seções eleitorais que ainda permaneciam abertas, sem a possibilidade de reabertura das urnas que já haviam encerrado a votação. Diante da decisão, o Tribunal Superior Eleitoral interrompeu temporariamente a totalização e a divulgação dos resultados, com previsão de retomada após as 19 horas.

A situação acrescentou um elemento incomum ao processo eleitoral, justamente em um momento de grande expectativa nacional. A interrupção da divulgação e a diferença no ritmo de contabilização entre os estados reforçam a necessidade de acompanhar os dados oficiais antes de qualquer conclusão sobre o desempenho dos candidatos.

Embora Lula apareça numericamente à frente neste início de apuração, a disputa permanece completamente aberta. A chegada dos votos dos maiores colégios eleitorais, especialmente daqueles onde Flávio Bolsonaro apresentou melhor desempenho no primeiro turno, poderá modificar a diferença entre os candidatos. Da mesma forma, o avanço da contabilização em estados do Nordeste, onde o presidente Lula demonstrou maior força eleitoral, também poderá influenciar o cenário nacional.

É importante destacar que uma liderança com apenas 1,67% das urnas apuradas não significa vitória e tampouco permite antecipar o resultado final das eleições. Com mais de 98% das urnas ainda pendentes de totalização naquele momento, qualquer projeção baseada exclusivamente nos primeiros percentuais seria precipitada.

O resultado dependerá da contabilização dos votos em todo o território brasileiro, especialmente nos estados que concentram as maiores parcelas do eleitorado. Até que a apuração avance de maneira mais significativa, a vantagem inicial deve ser interpretada apenas como um retrato momentâneo da votação já computada.

O JB NEWS segue acompanhando a totalização dos votos e o comportamento dos principais colégios eleitorais brasileiros, trazendo informações sobre a evolução da disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro, em uma eleição cujo desfecho permanece indefinido neste início de apuração.

Acompanhe :

https://resultados.tse.jus.br/oficial/app/index.html#/eleicao/6258/uf/br/cargo/1/vis/nominal/resultados