Por José Teixeira
Presidente ultrapassa adversário do PL em disputa apertadíssima; força eleitoral do Nordeste, especialmente Bahia, Ceará, Pernambuco, Maranhão e Piauí, é fundamental para o desempenho petista.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protagonizou uma virada na apuração do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, neste domingo (25 de outubro), ao ultrapassar o senador Flávio Bolsonaro (PL) e assumir a liderança nacional na disputa pelo Palácio do Planalto.
Com 48,97% das urnas apuradas, Lula aparecia com 50,05% dos votos válidos, contra 49,95% de Flávio Bolsonaro, segundo parcial divulgada pelo portal UOL, com base nos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A diferença de apenas 0,10 ponto percentual mostra o equilíbrio da eleição, considerada uma das disputas presidenciais mais acirradas da história recente do Brasil.
O avanço de Lula ocorre em meio à contabilização dos votos de diferentes regiões brasileiras. O Nordeste, tradicional reduto eleitoral do presidente, tem papel estratégico na disputa nacional.
Entre os estados que apresentam forte desempenho favorável ao petista estão:
- Bahia: Lula registra aproximadamente 70% dos votos válidos nas parciais estaduais consultadas.
- Piauí: o presidente apresenta uma das maiores vantagens proporcionais do país, com votação próxima de 79%.
- Maranhão: Lula aparece com aproximadamente 70%.
- Ceará: a votação petista está próxima de 66%.
- Pernambuco: o estado também integra a base de sustentação eleitoral de Lula, com forte votação favorável ao presidente.
Os percentuais estaduais são parciais e podem mudar com a chegada de novas urnas. A dimensão exata da contribuição de cada estado para a virada nacional depende da evolução da totalização.
Além desses estados, Paraíba, Rio Grande do Norte, Sergipe e Alagoas também são importantes para a composição da votação petista no Nordeste.
Flávio Bolsonaro mantém força em estados populosos
Enquanto Lula busca ampliar sua vantagem com a contabilização dos votos nordestinos, Flávio Bolsonaro apresenta forte desempenho em regiões onde o eleitorado conservador possui maior presença.
São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e estados do Centro-Oeste estão entre os territórios estratégicos para a candidatura do PL.
Minas Gerais também merece atenção especial, por reunir um dos maiores eleitorados brasileiros e apresentar potencial para influenciar o resultado nacional.
A disputa permanece aberta, especialmente porque mais da metade das seções eleitorais ainda não havia sido totalizada na parcial utilizada nesta reportagem.
No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro terminou na liderança nacional, com 47,03% dos votos válidos, equivalentes a aproximadamente 56,1 milhões de votos.
Lula ficou em segundo lugar, com 45,16%, somando aproximadamente 53,9 milhões de votos.
A diferença de cerca de 2,2 milhões de votos colocou o candidato do PL à frente na largada do segundo turno.
Entretanto, a disputa permaneceu tecnicamente equilibrada nas pesquisas eleitorais divulgadas durante a campanha.
Agora, a mudança na liderança durante a apuração demonstra como a entrada dos votos de diferentes estados pode alterar rapidamente o cenário nacional.
Resultado ainda não está definido
Apesar da virada, a liderança de Lula é parcial e não representa confirmação de vitória.
Com diferença inferior a um ponto percentual e milhões de votos ainda não contabilizados, tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro continuam com possibilidades de conquistar a Presidência da República.
A Justiça Eleitoral prossegue com a totalização dos votos, e novas mudanças na liderança poderão ocorrer ao longo da noite.
O JB News acompanha a apuração em tempo real e atualizará os números conforme a divulgação de novas parciais oficiais.
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