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Da redação
O senador Jayme Campos declarou apoio ao fim da escala de trabalho 6x1 sem redução salarial e afirmou que votará favoravelmente à Proposta de Emenda à Constituição (PEC 221/2019), que altera a jornada semanal de trabalho no Brasil. O posicionamento foi apresentado durante sessão de debates realizada no Senado Federal, que reuniu representantes de trabalhadores, empresários, especialistas e entidades dos diversos setores da economia para discutir os impactos da proposta.
Ao defender a mudança, Jayme afirmou que a discussão ultrapassa o aspecto trabalhista e envolve qualidade de vida, fortalecimento das famílias e valorização da mão de obra brasileira. Segundo o parlamentar, a redução da jornada representa uma demanda crescente da sociedade e precisa ser analisada com equilíbrio para garantir benefícios aos trabalhadores sem comprometer a competitividade das empresas e a geração de empregos.
Durante seu pronunciamento, o senador ressaltou que a proposta busca atender aos anseios de milhões de brasileiros que desejam mais tempo para convívio familiar, descanso, qualificação profissional e melhor qualidade de vida. Ao mesmo tempo, destacou que o debate precisa considerar a realidade econômica do país e os desafios enfrentados pelo setor produtivo.
Jayme também fez um apelo para que o Congresso Nacional conduza a discussão de forma responsável, evitando transformar a proposta em um embate entre empregados e empregadores. Para ele, o objetivo deve ser construir um consenso capaz de preservar os direitos dos trabalhadores, estimular a produtividade e garantir segurança jurídica para as empresas.
Ao reafirmar seu posicionamento, o senador destacou sua trajetória política de mais de quatro décadas e afirmou que sempre votou em favor da ampliação dos direitos sociais e da valorização do trabalho. Segundo ele, seu compromisso permanece voltado à defesa de políticas públicas que promovam oportunidades, desenvolvimento econômico e justiça social.
A PEC 221/2019 propõe o fim da tradicional jornada de seis dias consecutivos de trabalho para um dia de descanso, conhecida como escala 6x1, sem redução dos salários. O tema ganhou força nos últimos meses e passou a mobilizar trabalhadores, sindicatos, entidades empresariais e especialistas, que divergem sobre os impactos econômicos e sociais da medida.
Defensores da proposta argumentam que uma jornada menor pode contribuir para melhorar a saúde física e mental dos trabalhadores, reduzir o esgotamento profissional, aumentar a produtividade e fortalecer a convivência familiar. Já representantes do setor empresarial alertam para possíveis aumentos nos custos operacionais, especialmente em segmentos que funcionam de forma ininterrupta, como comércio, indústria e serviços.
Após a realização da sessão de debates, a proposta seguirá para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, responsável por avaliar sua constitucionalidade e admissibilidade. Caso avance, a PEC será discutida em cinco sessões plenárias antes da votação em primeiro turno, quando precisará obter o apoio mínimo de 49 senadores. Em seguida, haverá mais três sessões de discussão antes da votação em segundo turno. Se aprovada pelo Senado, a matéria seguirá para apreciação da Câmara dos Deputados. Somente após a aprovação nas duas Casas do Congresso Nacional, em dois turnos de votação, a emenda poderá ser promulgada e passar a integrar a Constituição Federal.