MUNDO DO CRIME

Identificados como Bruno e Marcos os dois homens que morreram em confronto com a Força Tática após furarem bloqueios policiais na Rodovia do Peixe

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Identificados como Bruno e Marcos os dois homens que morreram  em confronto com a Força Tática após furarem bloqueios policiais na Rodovia do Peixe

JB News

Foto: JB News proibida a reprodução

Por Emerson Teixeira

Dupla estava em um Hyundai HB20 na Rodovia do Peixe, em Rondonópolis; policiais apreenderam pistola, revólver, munições e 1,217 quilo de maconha. Um dos mortos utilizava tornozeleira eletrônica.

Dois homens identificados como Bruno da Silva Santos, de 30 anos, e Marcos Alexandre Trabalon, de 28 anos, morreram durante um confronto armado com policiais militares da Força Tática, na tarde de domingo (18 de outubro), na Rodovia do Peixe, zona rural de Rondonópolis, a aproximadamente 218 quilômetros de Cuiabá. A ocorrência foi registrada nas proximidades do quilômetro 2 da rodovia, depois que os ocupantes de um Hyundai HB20 prata, investigado por suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas, teriam desobedecido a ordens de parada e efetuado disparos contra equipes policiais posicionadas em dois pontos de bloqueio.

A operação foi conduzida por militares da 14ª Companhia Independente de Força Tática (14ª CIPM), após informações levantadas pela Agência Local de Inteligência (ALI) da Polícia Militar indicarem que o automóvel estaria sendo utilizado no transporte e na comercialização de entorpecentes na região de Rondonópolis.

Conforme o registro da ocorrência, a ação teve início por volta das 13h17, quando os policiais organizaram uma operação para localizar e interceptar o veículo suspeito.

Os militares estabeleceram dois pontos de bloqueio na Rodovia do Peixe, distribuindo as equipes em posições diferentes para realizar a abordagem.

No primeiro ponto, dois policiais identificaram o Hyundai HB20 com as características repassadas pelo setor de inteligência. Ao perceber a presença da equipe, o motorista teria reduzido a velocidade, dando a entender que atenderia à ordem de parada.

Entretanto, segundo a versão apresentada pela Polícia Militar, os ocupantes do automóvel passaram a efetuar disparos de arma de fogo contra os militares e, na sequência, aceleraram o veículo, conseguindo ultrapassar o primeiro bloqueio.

A dupla prosseguiu pela rodovia em direção ao segundo ponto de fiscalização, onde outros integrantes da Força Tática estavam posicionados com uma viatura policial caracterizada e sinais luminosos acionados.

Ainda de acordo com a corporação, ao se aproximarem da segunda barreira, os suspeitos novamente teriam atirado contra os policiais, provocando uma reação armada dos militares.

Durante a troca de tiros, Bruno e Marcos foram atingidos pelos disparos efetuados pela equipe policial. Ambos permaneceram no interior do Hyundai HB20 após a intervenção.

Assim que os disparos cessaram, os militares verificaram que os dois homens estavam feridos e solicitaram atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Uma equipe de socorristas compareceu ao local, mas constatou que os dois ocupantes do automóvel já estavam mortos. Não houve encaminhamento hospitalar.

A área foi isolada para preservar os vestígios do confronto até a chegada dos investigadores da Polícia Civil e dos profissionais da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

Durante os trabalhos periciais e a verificação do veículo, foram localizadas duas armas de fogo: um revólver calibre .38 e uma pistola semiautomática calibre .380.

Em relação ao revólver, foram apreendidas quatro munições deflagradas e duas intactas, circunstância registrada na ocorrência e que deverá ser analisada no exame balístico. Também foi recolhido um carregador municiado compatível com a pistola calibre .380.

No automóvel, os policiais encontraram ainda um tablete de substância semelhante à maconha, com aproximadamente um quilo, e outra porção do mesmo material, pesando cerca de 217 gramas. A quantidade total apreendida chegou a 1,217 quilo de entorpecente, conforme a pesagem informada pela Polícia Militar.

O material foi recolhido para os procedimentos de investigação e identificação da substância. A confirmação definitiva da natureza do entorpecente depende de exame pericial.

Durante a identificação dos mortos e a consulta aos registros policiais, os militares constataram que ambos possuíam antecedentes relacionados a diferentes ocorrências criminais.

Bruno da Silva Santos, de 30 anos, utilizava tornozeleira eletrônica e, conforme as informações policiais, possuía passagem por tráfico de drogas.

Marcos Alexandre Trabalon, de 28 anos, também tinha registro anterior por tráfico de entorpecentes.

O histórico consultado pela Polícia Militar apontou ainda ocorrências envolvendo ameaça, injúria, vias de fato, posse ou porte irregular de arma de fogo, direção perigosa, desobediência, resistência, furto e outras infrações.

Os registros mencionados abrangem ocorrências entre 2014 e 2025, além de apontamentos realizados entre 2020 e 2022. A documentação divulgada, contudo, não permite atribuir individualmente todos esses delitos a cada um dos mortos nem afirmar que todos resultaram em condenações judiciais.

A ocorrência foi registrada com referências a tráfico ilícito de drogas, porte ilegal de arma de fogo de uso permitido, tentativa de homicídio e intervenção estatal.

A Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Rondonópolis foi acionada para acompanhar o trabalho de investigação, juntamente com a Politec.

Os exames técnicos deverão analisar a posição dos veículos, os vestígios balísticos, as armas apreendidas e a trajetória dos disparos para reconstruir a dinâmica da ocorrência. Também poderão ser utilizados exames residuográficos, caso tenham sido realizados, e outras avaliações necessárias à investigação.

Embora a Polícia Militar relate que os ocupantes do Hyundai HB20 iniciaram os disparos nos dois pontos de bloqueio, as circunstâncias completas do confronto ainda dependem da apuração policial e das conclusões periciais.

Os corpos de Bruno da Silva Santos e Marcos Alexandre Trabalon foram encaminhados aos procedimentos médico-legais para identificação formal, exames de necropsia e posterior liberação aos familiares.

Até a última atualização consultada nesta segunda-feira (19), não havia divulgação de laudos balísticos conclusivos nem de informações oficiais sobre a quantidade de disparos que atingiram cada um dos mortos.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que deverá esclarecer a sequência dos fatos, a origem do armamento e a eventual participação dos dois homens no transporte e na comercialização de drogas na região.