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Da redação
O empresário Maike Koseki de Capua, de 41 anos, voltou a ser alvo da Justiça de Mato Grosso e teve decretada uma nova prisão preventiva, desta vez no âmbito de uma investigação por estupro. A decisão foi proferida pelo juiz Marcos Faleiros da Silva, nesta terça-feira (21), enquanto o investigado permanece foragido das autoridades desde a deflagração da Operação Autoritas, realizada pela Polícia Civil na semana passada.
O novo mandado amplia o cerco judicial contra o empresário, que já era procurado por força de outra ordem de prisão expedida na investigação que apura supostos crimes de coação no curso do processo e ameaças contra um delegado da Polícia Civil responsável por apurações envolvendo seu nome. Agora, além desses procedimentos, ele também passa a responder a uma investigação criminal por estupro, cuja tramitação ocorre sob segredo de Justiça.
Em razão do sigilo processual, o Poder Judiciário não divulgou detalhes sobre a vítima, a data do suposto crime ou as circunstâncias que motivaram a nova investigação. Na decisão, contudo, o magistrado destacou que há elementos suficientes que indicam a existência do delito e justificam a decretação da prisão preventiva para assegurar a aplicação da lei penal e evitar eventual risco ao andamento da persecução criminal.
A nova ordem de prisão surge poucos dias após Maike se tornar um dos principais alvos da Operação Autoritas. As investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) apontam que, após ser denunciado em outro processo por suposta organização criminosa e lavagem de dinheiro, ele teria iniciado uma campanha de intimidação contra o delegado responsável pelas investigações.
Segundo a Polícia Civil, o empresário teria monitorado a rotina do delegado, da esposa, do filho e de outros familiares, levantando informações pessoais e acompanhando seus deslocamentos com o objetivo de intimidar a autoridade policial e interferir no andamento da ação penal. A suspeita é de que a vigilância buscasse constranger o investigador e dificultar o prosseguimento das apurações.
Durante o cumprimento da Operação Autoritas, policiais civis estiveram na residência do investigado e em outros endereços ligados a ele para executar um mandado de prisão preventiva e ordens de busca e apreensão. No entanto, Maike não foi localizado e passou a ser oficialmente considerado foragido. Informações levantadas pelas equipes indicam que ele pode ter deixado Mato Grosso logo após tomar conhecimento das investigações, havendo suspeitas de que tenha seguido para Goiânia (GO).
Na última segunda-feira (20), outro fato agravou a situação do empresário. Uma empresária de Goiânia procurou a Justiça mato-grossense afirmando também ter sido alvo de graves ameaças supostamente praticadas por Maike no mesmo período em que a Operação Autoritas foi deflagrada. A mulher pediu formalmente que o Poder Judiciário não conceda habeas corpus ao investigado, alegando temer por sua segurança diante do comportamento atribuído ao empresário.
Enquanto permanece foragido, Maike acumula investigações em diferentes frentes criminais. Além da apuração por estupro, ele responde a procedimentos relacionados à suposta participação em organização criminosa, lavagem de dinheiro, coação no curso do processo e ameaças contra autoridade policial.
As forças de segurança continuam realizando diligências para localizar o empresário. Até o momento, ele não foi encontrado e a Polícia Civil mantém as buscas para cumprir os mandados de prisão expedidos pela Justiça de Mato Grosso.