JB News
Por redação
Governador afirma que abastecimento já foi recuperado para cerca de 20% da população atingida e diz que equipes agora enfrentam “mistérios” da antiga rede subterrânea da cidade
A ofensiva para devolver água às torneiras de Várzea Grande já começa a apresentar resultados, segundo o governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Em uma avaliação sobre as medidas adotadas para enfrentar a crise hídrica no município, Pivetta afirmou que 14 poços que estavam desativados já foram colocados novamente em funcionamento e, juntos, representam uma produção estimada em 700 mil litros de água por hora.
De acordo com o governador, cada poço reativado produz, em média, cerca de 50 mil litros por hora. A retomada dessas estruturas foi uma das primeiras medidas adotadas para aumentar rapidamente a oferta de água enquanto equipamentos e materiais adquiridos para uma intervenção mais ampla ainda não chegaram.
“Olha, nós já reativamos 14 poços, que numa média de 50 mil litros por hora, dá 700 mil litros por hora. Então nós estamos produzindo água em um bom volume já”, afirmou Pivetta.
O impacto, segundo ele, já começa a ser percebido diretamente pela população. Pivetta calcula que aproximadamente 20% dos moradores que vinham sofrendo com problemas de abastecimento já voltaram a receber água. Apesar do avanço, o governador reconhece que ainda existe um longo caminho pela frente.
“Já cerca de 20% da população que sofria com o abastecimento de água já tem água. Temos 80% para vencer ainda”, declarou.
Para Pivetta, porém, a falta de produção não é o único problema enfrentado em Várzea Grande. Um dos maiores obstáculos está debaixo das ruas da cidade. Segundo ele, as equipes ainda precisam conhecer com precisão a configuração da rede de distribuição, identificar tubulações, conexões e possíveis falhas acumuladas ao longo dos anos.
O governador classificou a situação encontrada no sistema como um verdadeiro “mistério” subterrâneo e disse que o trabalho de mapeamento está sendo realizado para que a água produzida consiga efetivamente chegar às residências.
“O grande problema lá é o mistério que existe debaixo das ruas, que precisa ser conhecido, e nós estamos lá mapeando isso. Tem muitos mistérios em Várzea Grande, mas eu te garanto que nós estamos no caminho certo”, disse.
A estratégia adotada até agora, segundo Pivetta, concentrou-se em soluções emergenciais e ações consideradas pontuais, principalmente na recuperação de poços que já pertenciam ao sistema, mas estavam fora de operação. A etapa seguinte deverá ganhar força com a chegada de novos equipamentos e materiais comprados pelo Governo para executar o plano de ação.
“Nós adquirimos equipamentos, importamos equipamentos e materiais que ainda não chegaram. Então o que nós fizemos até agora foi tudo ações pontuais, reativando poços já existentes que estavam desativados”, explicou.
A declaração mostra que o enfrentamento da crise passa por duas frentes simultâneas: aumentar a quantidade de água disponível e recuperar a capacidade da rede de entregar essa produção aos bairros. Em algumas áreas alcançadas pelas primeiras intervenções, o abastecimento já começa a ser retomado, enquanto outras regiões permanecem dentro do planejamento de recuperação.
Pivetta também saiu em defesa da estrutura de trabalho do Departamento de Água e Esgoto (DAE) e afirmou que a parceria firmada busca aproveitar o conhecimento e a mão de obra dos servidores que já atuam diariamente no sistema municipal.
“O DAE vai bem, tem uma equipe de homens e mulheres extremamente trabalhadores, valorosos lá no DAE, que nós respeitamos, e é por isso que nós fizemos aliança para aproveitar a força de trabalho lá”, afirmou.
Questionado sobre os problemas encontrados dentro da estrutura de abastecimento, o governador evitou detalhar situações específicas, mas deixou claro que o diagnóstico realizado até agora revelou dificuldades de diferentes naturezas.
“Olha, a gente já viu de tudo lá, tá? Já vimos de tudo lá, mas nós vamos vencer. O importante é que o interesse da população vai prevalecer”, declarou.
Pivetta também respaldou as providências tomadas pela prefeita de Várzea Grande diante da crise. Para ele, independentemente dos problemas administrativos encontrados, o foco deve permanecer na recuperação do abastecimento e na entrega de água para quem ainda enfrenta torneiras secas.
“A prefeita tomou as medidas necessárias e para nós é isso que interessa”, disse.
Com 14 poços novamente operando e capacidade estimada de 700 mil litros por hora incorporada ao sistema, o Governo trabalha agora para avançar sobre os 80% restantes da população atingida pelo problema, ao mesmo tempo em que tenta desvendar a antiga rede subterrânea da cidade.
Para Pivetta, a recuperação definitiva não dependerá apenas de colocar mais água no sistema, mas de entender por onde ela passa, corrigir os gargalos existentes e fazer com que a produção finalmente chegue às casas. A promessa do governador é de que a força-tarefa continuará até que a crise que há anos atormenta moradores de Várzea Grande seja superada.
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