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Da redação
O cirurgião-dentista e empresário Alexandro Sampaio, de 41 anos, foi alvo de mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Civil durante a Operação Inviolável, deflagrada nesta quinta-feira (3), em Sinop, a 513 quilômetros de Cuiabá. Ele é investigado por supostamente registrar e compartilhar, sem consentimento, imagens íntimas de uma ex-namorada, de 46 anos.
Alexandro atua como cirurgião-dentista, com especialização em reabilitação estética, e é sócio-administrador da clínica Dental Studio, instalada no município.
As ordens judiciais foram executadas por policiais da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) de Lucas do Rio Verde. As equipes estiveram em dois imóveis ligados ao investigado: a residência dele e o consultório odontológico, ambos localizados em Sinop.
A investigação teve início depois que a mulher procurou a polícia ao descobrir que imagens em que aparecia nua teriam sido registradas sem sua autorização e posteriormente compartilhadas em grupos de WhatsApp. Segundo o relato apresentado às autoridades, outras pessoas tiveram acesso ao material e alertaram a vítima sobre a circulação do conteúdo.
A mulher informou ainda que manteve um breve relacionamento com o empresário no ano passado. A suspeita investigada pela Polícia Civil é de que os registros tenham sido feitos durante momentos de intimidade, sem que ela tivesse conhecimento das gravações.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais recolheram o telefone celular do investigado. O aparelho deverá ser submetido à perícia para verificar a existência do material e buscar elementos capazes de esclarecer se houve compartilhamento das imagens e, eventualmente, para quem elas foram encaminhadas.
Na residência também foram localizadas duas pistolas e uma arma calibre 12. O armamento permaneceu no local porque, conforme apurado durante a diligência, Alexandro possui registro como Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC), e as armas estavam devidamente regularizadas.
A situação do armamento, no entanto, poderá ser reavaliada ao término do inquérito. Caso haja indiciamento, a Polícia Federal deverá ser comunicada para analisar o registro de CAC e eventual recolhimento das armas.
A Polícia Civil segue realizando diligências e aguarda os resultados das perícias para concluir o inquérito e definir os próximos encaminhamentos do caso.