CASO DESVENDADO

Câmeras de circuito de segurança levam polícia até mulher que jogou recém nascida em lixeira de condomínio em VG

· 2 min de leitura
Câmeras de circuito de segurança levam polícia até mulher que jogou recém nascida em lixeira de condomínio em VG

JB News

Por Emerson Teixeira

Após meses de investigação, a Polícia Civil identificou Thaunny Gabriele de Oliveira Teixeira, de 25 anos, como a mulher suspeita de colocar uma recém-nascida dentro da lixeira de um condomínio em Várzea Grande. A criança foi encontrada morta na madrugada de 23 de julho.

Imagens das câmeras de segurança foram fundamentais para o avanço das investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Os registros mostram a investigada caminhando pelo residencial enquanto carregava duas sacolas pretas.

De acordo com a apuração policial, uma das sacolas continha a caixa na qual o corpo da bebê teria sido colocado. Posteriormente, a recém-nascida foi localizada por um funcionário do condomínio, que acionou as autoridades.

A perícia constatou que a criança era uma menina, tinha aproximadamente 26 semanas de gestação — o equivalente a cerca de seis meses — e pesava 750 gramas.

Em depoimento, Thaunny declarou que não tinha certeza de que estivesse grávida porque continuava apresentando sangramentos. Por essa razão, segundo ela, não procurou atendimento médico nem realizou acompanhamento pré-natal.

A mulher relatou ainda que entrou em trabalho de parto durante a madrugada, sem que o marido soubesse da situação. Conforme a versão apresentada à polícia, a bebê teria nascido aparentemente sem sinais vitais.

Após o parto, Thaunny teria colocado a recém-nascida em uma caixa, junto com materiais provenientes do nascimento, e levado tudo até a lixeira do condomínio.

Os exames realizados pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), entretanto, apresentaram um elemento que mudou o rumo da investigação. Os resultados preliminares indicaram que a bebê chegou a respirar depois do nascimento, demonstrando que nasceu com vida.

A causa exata da morte ainda não foi estabelecida e depende da conclusão de exames complementares. Os laudos serão fundamentais para determinar o que aconteceu entre o nascimento e o momento em que a criança foi deixada na lixeira.

“Ela disse que não tinha certeza que estava grávida porque continuava apresentando sangramento e que tomou essa atitude por desespero”, explicou o delegado Rogério Gomes, responsável pelo caso.

A investigação também busca esclarecer se o parto aconteceu espontaneamente ou se houve alguma intervenção destinada a provocar a interrupção da gestação. A Polícia Civil aguarda os resultados periciais para reconstruir completamente as circunstâncias do episódio.

Com os elementos reunidos até o momento, Thaunny deverá ser indiciada inicialmente por homicídio. A tipificação penal, contudo, ainda poderá ser modificada conforme as conclusões dos laudos pendentes e o entendimento da autoridade policial responsável pelo inquérito.

VEJA

0:00
/0:21