JB News
Por Emerson Teixeira
Homem de 35 anos já utilizava tornozeleira eletrônica e foi detido após denúncia envolvendo uma menina de 12 anos em estabelecimento comercial
Um cidadão argentino de 35 anos teve a prisão preventiva mantida pela Justiça em Cuiabá depois de uma investigação da Polícia Civil encontrar no aparelho celular dele fotografias e vídeos de crianças e adolescentes produzidos em espaços públicos e estabelecimentos comerciais.
O caso começou em 2 de outubro, quando pessoas que estavam em uma loja de departamentos no bairro Alvorada detiveram o homem após um episódio envolvendo uma menina de 12 anos.
A Polícia Civil foi acionada e iniciou as diligências.
Imagens do circuito interno do estabelecimento foram analisadas e, segundo a investigação, registraram o suspeito se aproximando da adolescente e acompanhando a movimentação de outras crianças.
Durante a apuração, policiais analisaram o telefone celular apreendido com o investigado.
No aparelho foram encontrados vídeos e fotografias registrados em lojas, shopping centers, parques e outros ambientes frequentados por crianças e adolescentes. Segundo a Polícia Civil, parte do material apresentava enquadramentos direcionados a regiões íntimas das vítimas.
Diante dos elementos encontrados, o homem foi autuado por crimes relacionados à importunação sexual e ao armazenamento de material de abuso sexual infantil, conforme o enquadramento dado pela autoridade policial.
A investigação é conduzida por unidade especializada no atendimento a casos de violência doméstica e sexual.
Os policiais verificaram ainda que o investigado já utilizava tornozeleira eletrônica em razão de medida vinculada a outro processo de violência doméstica.
A prisão ocorrida em flagrante foi submetida ao Judiciário e, após audiência de custódia, a situação cautelar foi mantida, fazendo com que o argentino permaneça preso preventivamente.
A Polícia Civil deverá aprofundar a análise do aparelho para identificar a origem, o período e as circunstâncias em que os arquivos foram produzidos, além de verificar a existência de outras possíveis vítimas.
Como o processo envolve crianças e adolescentes, as identidades das vítimas são preservadas.
O investigado ainda não foi condenado pelos fatos agora apurados. A prisão preventiva é uma medida cautelar e a responsabilidade penal dependerá do prosseguimento da investigação e do processo judicial.