Vereadora Maysa Leão invade coletiva, chama Abílio de “cínico” e Câmara de Cuiabá vira palco de guerra aberta entre Executivo e Legislativo, VEJA O VÍDEO

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JB News Por Nayara Cristina O retorno dos trabalhos na Câmara Municipal de Cuiabá nesta terça-feira, 10 de fevereiro de 2026, foi marcado por um dos embates mais explosivos do atual cenário político da capital. O prefeito Abílio Brunini, que participava da sessão e concedia entrevista à imprensa, protagonizou uma troca de acusações duríssima com a vice-presidente da Casa, Maysa Leão, após expor um suposto repasse de R$ 4 milhões do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, à ONG Lirios. O que era para ser apenas mais um dia de retomada legislativa se transformou em um confronto direto e público. Maísa, que estava na mesa diretora acompanhando a sessão, foi informada de que o prefeito mencionava seu nome e o da instituição ligada à sua ex-coordenadora de campanha, Maria Fernanda Figueiredo. Sem esperar, deixou o plenário e invadiu a sala de imprensa onde Abílio falava, iniciando um bate-boca que rapidamente escalou para acusações pessoais, ameaças de processo e denúncias cruzadas. Abílio afirmou que o Instituto Lirios recebeu R$ 4 milhões por meio de projeto do Ministério da Agricultura e insinuou que os recursos estariam sendo utilizados para rodar o interior do estado em período de pré-campanha, vinculando os gastos à possível candidatura de Maísa à Assembleia Legislativa. “A Câmara tem muito o que investigar”, disparou o prefeito, sustentando que o repasse merece apuração detalhada. Maísa reagiu de forma imediata e contundente. Cobrou provas, classificou as declarações como ilações e acusou o prefeito de mentir diante da imprensa. “Você precisa provar o que está falando”, repetiu diversas vezes durante o confronto. Em meio à tensão, chamou o prefeito de “cínico” e afirmou que ele estaria promovendo violência política de gênero ao atacá-la publicamente. A vereadora também defendeu a atuação da ONG, destacando que o instituto atua há anos com mulheres e crianças e que o projeto é nacional, com seleção pública aberta. O embate foi além da discussão sobre recursos. Acusações envolvendo condutas pessoais, supostas irregularidades e questionamentos sobre contratos e pessoas ligadas às campanhas passadas vieram à tona em tom elevado. A discussão foi marcada por frases duras, interrupções constantes e ameaças de judicialização. “Você vai ser processado”, afirmou Maísa em determinado momento, elevando ainda mais o clima de tensão. O episódio acabou tirando o foco de outras pautas sensíveis que estavam em discussão no Legislativo, como pedidos de comissão parlamentar de inquérito e a comissão especial para investigar o ex-secretário de Trabalho William Leite, denunciado por servidora por abuso sexual. O que dominou o ambiente político e a transmissão da sessão foi o confronto direto entre Executivo e Legislativo. Após retornar à mesa diretora, visivelmente alterada, Maísa foi questionada pela secretária Catiúcia Mantelli, cujo microfone permaneceu aberto na transmissão oficial, permitindo que o público acompanhasse parte do diálogo interno. A cena reforçou a percepção de que o ambiente político na Casa está em ebulição. Nos bastidores, vereadores de base e de oposição já falam em rompimento prático entre o prefeito e a maioria dos parlamentares. O retorno “a todo vapor” da Câmara de Cuiabá acabou consolidando um cenário de guerra aberta entre os Poderes. O confronto desta terça-feira não foi apenas um desentendimento pontual, mas um sinal de que a relação institucional atravessa um momento crítico. A troca pública de acusações, a invasão da coletiva e o tom agressivo adotado por ambos os lados ampliam a crise e indicam que 2026 começa com o Legislativo cuiabano mergulhado em um dos períodos mais tensos de sua história recente. Veja : [playlist type="video" ids="376542"]