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Por Redação
A prisão do vereador afastado de Barra do Bugres, Laércio Norberto Júnior, conhecido como Júnior Chaveiro, marcou um novo capítulo em um dos casos de violência doméstica de maior repercussão recente em Mato Grosso. O parlamentar foi detido neste sábado, em Cuiabá, após permanecer foragido desde sexta-feira, quando a Justiça determinou sua prisão

A captura ocorreu em um residencial na região do Porto, durante ação das equipes do 10º Batalhão da Polícia Militar, sob o comando do tenente-coronel Bruno Marcel. O mandado foi expedido pelo juiz Antônio Dias de Souza Neto, da 3ª Vara de Barra do Bugres, que considerou a gravidade das acusações e a necessidade de garantir a segurança da vítima.
O caso veio à tona após denúncia de que o vereador teria cometido uma série de agressões contra a namorada na madrugada do dia 19 de abril. Conforme os relatos da investigação, a vítima teria sido submetida a um episódio de violência extrema, com agressões físicas, ameaças, tentativa de sufocamento e golpes com objeto metálico. Segundo a denúncia, o parlamentar teria utilizado uma chave de roda nas agressões.
A repercussão foi imediata e levou a Câmara Municipal de Barra do Bugres a agir rapidamente. No dia 20, os vereadores aprovaram, por 10 votos, o afastamento de Júnior Chaveiro da presidência da Casa por quebra de decoro parlamentar. Também foi determinada a proibição de acesso às dependências do Legislativo, onde a vítima trabalha.
Após ser preso, o vereador concedeu entrevista e apresentou sua versão dos fatos, negando as acusações. Em declaração, ele afirmou integralmente:

“Na realidade, como eu já dei depoimento pra dentro dos autos do processo, quero dizer que na realidade lá dentro do processo consta que tem muitas inverdades, porque eu sou político, sou vereador, presidente da Câmara. Então assim, tem muitas inverdades e a gente vai provar dentro do processo. Não relacionamento, nenhuma relação. A gente saía, nós saímos várias vezes, porém que eu conheço ela e a família dela tem em torno de 4, 5 anos. Eu acho que isso não consta nem dentro do processo. Não consta. Se pegar o processo, eu não li o processo. Até porque, até onde eu sei, até onde eu sei, ele é segredo de Justiça. Eu não confio nas acusações.”
O caso segue sob investigação e deve avançar nas próximas etapas judiciais. A prisão preventiva foi mantida como medida para garantir a segurança da vítima e assegurar o andamento do processo.
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