ELEIÇÕES 2026

Podemos deixa claro que tem quadro, mira chapa majoritária e sugere vereadoras da Baixada Cuiabana como vice de Otaviano Pivetta

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Podemos  deixa claro que tem quadro, mira chapa majoritária e sugere vereadoras da Baixada Cuiabana  como vice de Otaviano Pivetta
Vereadora Katiúscia Manteli recebendo título de cidadã matogrossense

JB News

Por José Teixeira

A sucessão ao Palácio Paiaguás começou a ganhar novos contornos nos bastidores da política mato-grossense e já movimenta lideranças partidárias, articulações regionais e disputas silenciosas por espaço na futura chapa majoritária de 2026. Em meio ao fortalecimento acelerado do Podemos em Mato Grosso, o presidente estadual da sigla, Max Russi, deixou claro que o partido não pretende ocupar papel secundário no próximo processo eleitoral e já discute abertamente participação direta na composição que disputará o Governo do Estado.

As declarações ocorreram após o governador Otaviano Pivetta sinalizar, durante coletiva, preferência por uma mulher da Baixada Cuiabana como possível vice em seu projeto político para 2026. A fala rapidamente repercutiu entre lideranças do Podemos, que passaram a enxergar espaço estratégico para ampliar o protagonismo da legenda dentro da futura composição governista.

Ao responder sobre o assunto, Max Russi rebateu qualquer possibilidade de imposição política e afirmou que o partido participará das discussões de igual para igual, sustentado pelo crescimento que a legenda vem registrando em Mato Grosso. Segundo o parlamentar, o Podemos construiu musculatura política suficiente para reivindicar espaços relevantes em qualquer chapa majoritária, seja indicando vice-governador, senador, suplente ou até mesmo discutindo candidatura própria ao Paiaguás.

Durante a entrevista, Russi revelou que o partido possui diversos nomes competitivos e preparados para composições majoritárias. Entre eles, citou o empresário Elson Ramos dono Ditado Produções, que já vinha sendo ventilado nos bastidores como possível indicação para vice-governador. Além dele, o deputado também mencionou o prefeito de Lucas do Rio Verde, Miguel Vaz, conhecido politicamente como “Miguel”, e o ex-candidato ao Senado Luiz Carlos Nigro, como nomes que podem compor qualquer projeto majoritário no estado.

Mas foi ao comentar a preferência externada por Pivetta por uma mulher da Baixada Cuiabana que Max Russi ampliou o debate e colocou oficialmente vereadoras do Podemos no radar da sucessão estadual. O deputado destacou os nomes da vereadora Katiúscia Manteli e da vereadora Mara como quadros preparados para integrar uma chapa majoritária. Russi também acrescentou a vereadora Gisa Barros entre as lideranças femininas capazes de agregar densidade eleitoral e representatividade política ao projeto de 2026.

Segundo Max Russi, o crescimento do Podemos transformou o partido em uma das principais forças emergentes da política mato-grossense. A legenda, que recentemente ampliou sua estrutura com a filiação de 28 prefeitos, dezenas de vice-prefeitos, centenas de vereadores e lideranças regionais em diversas regiões do estado, projeta desempenho robusto nas eleições proporcionais. De acordo com o deputado, a expectativa é de que o partido ultrapasse 400 mil votos para deputado estadual e mais de 200 mil votos para deputado federal em 2026, números que ampliam significativamente seu poder de negociação política.

Apesar da movimentação por espaços na chapa, Russi afirmou que o partido não pretende antecipar imposições nem transformar o debate eleitoral em uma simples divisão de cargos. Segundo ele, o principal ponto que interessa ao Podemos é o conteúdo programático do próximo governo. O parlamentar afirmou que o partido quer discutir propostas concretas para áreas consideradas estratégicas, como habitação, regularização fundiária, agroindustrialização, saúde pública, educação e políticas sociais.

O deputado destacou que Mato Grosso enfrenta gargalos históricos, principalmente nas áreas de habitação e conflitos fundiários, e defendeu que qualquer composição política futura apresente um plano de governo sólido para enfrentar esses desafios. Ele também afirmou que os investimentos realizados atualmente na saúde ainda estão distantes do cenário ideal e que o próximo governador precisará apresentar soluções estruturais para o sistema público estadual.

As declarações revelam que o Podemos começa a se posicionar não apenas como aliado eventual, mas como peça central da engenharia política para 2026. Nos bastidores, cresce a avaliação de que o partido pretende transformar seu avanço eleitoral em influência direta sobre a construção da chapa governista, especialmente diante da força política adquirida após as últimas filiações e da expansão da legenda nos principais colégios eleitorais do estado.

Enquanto isso, o calendário eleitoral começa a apertar os bastidores políticos. Pelas regras da Justiça Eleitoral, as convenções partidárias para definição de candidaturas ao Governo do Estado, Senado e chapas proporcionais deverão ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto de 2026, período em que os partidos oficializarão alianças, candidatos e estratégias para a disputa estadual. Até lá, a tendência é de intensificação das negociações políticas e da disputa silenciosa por espaço na composição que tentará suceder o governador Mauro Mendes no comando do Palácio Paiaguás.

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