Pivetta aposta em polícia comunitária nos maiores municípios e a reorganização do efetivo para conter avanço do crime em MT, VEJA

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Pivetta aposta em polícia comunitária nos maiores municípios e a reorganização do efetivo para conter avanço do crime em MT, VEJA
JB News por Nayara Cristina O governador Otaviano Pivetta detalhou, em entrevista concedida para a apresentadora Marina Martins, na manhã desta quinta-feira 09.04, à rádio Jornal da Verde FM, uma estratégia ampla e estruturada para a segurança pública em Mato Grosso, centrada na reorganização das forças policiais, no fortalecimento da presença do Estado no interior e na criação de um modelo complementar de atuação baseado na polícia comunitária. Durante a entrevista, Pivetta apresentou uma visão técnica e operacional do sistema de segurança, defendendo que o combate à criminalidade — especialmente às facções, ao tráfico de drogas e à violência crescente em regiões mais afastadas — exige mais do que o aumento do efetivo. Segundo ele, é necessário reestruturar a forma como o Estado ocupa o território, aliando policiamento ostensivo, inteligência, tecnologia e organização estratégica das forças. Como principal eixo dessa nova política, o governador anunciou que o Estado vai incentivar e estruturar a criação de guardas municipais nas 30 maiores cidades de Mato Grosso. A proposta, segundo ele, não se limita à autorização, mas envolve participação direta do governo estadual na formação dessas forças, com treinamento, fornecimento de equipamentos, armamentos, viaturas e suporte técnico. A base desse modelo é a implantação de uma polícia comunitária, com atuação local e integrada às demais instituições de segurança. De acordo com Pivetta, essa estratégia busca aproximar o poder público da população, criando uma rede de proteção mais eficiente, com agentes que conhecem a realidade das comunidades onde atuam e que podem contribuir de forma mais direta com a prevenção e o combate ao crime. O governador destacou que essa mudança de modelo também responde a um problema estrutural enfrentado pela segurança pública: a dificuldade de fixação de policiais militares em regiões distantes. Ele apontou que o atual sistema, que muitas vezes desloca profissionais para municípios longe de suas origens, gera impactos emocionais e operacionais relevantes. Segundo ele, o afastamento da família, a dificuldade de adaptação e o sentimento de isolamento podem comprometer o desempenho do agente e, consequentemente, a eficiência do serviço prestado. Dentro dessa lógica, a criação de forças municipais com efetivo local surge como alternativa para reduzir esse tipo de impacto, ao mesmo tempo em que amplia a presença do Estado em áreas onde hoje há déficit de policiamento. A proposta também visa evitar a rotatividade constante de profissionais e fortalecer vínculos entre os agentes de segurança e a comunidade. Pivetta também reforçou que o Estado já realizou a convocação de mais de mil profissionais para as forças de segurança, entre policiais militares, civis, bombeiros e peritos, como parte do processo de recomposição e ampliação do efetivo. No entanto, deixou claro que novas convocações serão feitas de forma responsável, respeitando os limites orçamentários e evitando desequilíbrios fiscais. Outro ponto abordado foi o reforço do policiamento ostensivo, com determinação para ampliar a presença de policiais nas ruas, aliado à renovação da frota de viaturas e à melhoria das condições de trabalho das corporações. Paralelamente, o governo mantém investimentos em tecnologia e inteligência, considerados fundamentais para antecipar ações criminosas e aumentar a capacidade de resposta das forças de segurança. Ao longo da entrevista, o governador também destacou que a estratégia tem caráter preventivo e busca evitar que Mato Grosso enfrente cenários observados em outras regiões do país, onde a ausência do Estado contribuiu para o fortalecimento de estruturas criminosas organizadas. Segundo ele, a lógica é clara: onde o Estado não está presente, o crime tende a se organizar. Com isso, o governo estadual aposta em um modelo que combina reorganização institucional, fortalecimento da atuação local, integração entre forças e uso de tecnologia, com o objetivo de ampliar o controle territorial, reduzir a criminalidade e garantir maior segurança à população em todas as regiões de Mato Grosso. VEJA: [playlist type="video" ids="388871"]