“Não cumpriu o acordo”: Botelho chama Dilmar Dal Bosco de desprezível e diz que não aceita mais ser liderado por ele na Assembleia por falta de confiança, VEJA O VÍDEO

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JH News Por Nayara Cristina   Uma nova turbulência política tomou conta dos bastidores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso após a disputa pela composição da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), considerada uma das mais importantes da Casa. O estopim da crise foi a retirada do nome do deputado estadual Eduardo Botelho (União Brasil) da indicação inicial para a comissão, fato que levou o parlamentar a acusar o líder do governo, Dilmar Dal Bosco (União Brasil), de traição política. A polêmica ganhou novos capítulos na manhã deste sábado, quando Botelho esteve no bairro Pedra 90, em Cuiabá, acompanhado do vice-governador Otaviano Pivetta e do prefeito Abílio Brunini, durante uma visita para discutir obras de infraestrutura na região. Questionado sobre o impasse envolvendo a CCJR, o deputado não poupou críticas ao líder governista e afirmou que perdeu completamente a confiança em Dilmar. Segundo Botelho, havia um acordo prévio entre os parlamentares do bloco governista para que ele fosse indicado como integrante da comissão. O entendimento, conforme relatou, teria sido inclusive formalizado por meio de um ofício encaminhado à Assembleia Legislativa. No entanto, de acordo com o deputado, o documento teria sido posteriormente alterado para incluir o próprio nome de Dilmar Dal Bosco na disputa. “O que houve foi uma mudança depois do acordo. Tínhamos um pré-combinado com todos os deputados que seriam indicados. Ele encaminhou o ofício e depois foi lá, pegou de volta e mudou, colocando o nome dele”, afirmou Botelho ao comentar o episódio. Além da alteração na indicação, o parlamentar também questionou a forma como Dilmar foi colocado como presidente da comissão. Para Botelho, o regimento interno da Assembleia é claro ao estabelecer que a escolha da presidência da CCJR deve ocorrer por meio de eleição entre os membros indicados pelos blocos parlamentares, após a instalação formal da comissão. “O regimento diz que quem tem que instalar a comissão são os membros e depois fazer a eleição, inclusive secreta. Ele pode até ganhar, não tem problema nenhum, mas tem que passar pelo processo eleitoral”, declarou. Apesar da forte crítica política, Botelho fez questão de afirmar que o conflito é exclusivamente com Dilmar Dal Bosco e não representa um rompimento com o governo estadual. O deputado destacou que sua relação com o Executivo permanece intacta e que continuará integrando a base governista. “Eu não estou na oposição. Saí do bloco por questão de desentendimento com o Dilmar, não com o governo. Minha relação com a base continua normal, menos com ele”, disse. Durante a entrevista, Botelho elevou ainda mais o tom ao comentar sua relação com o líder do governo. O deputado afirmou que não pretende retomar a confiança política com Dilmar Dal Bosco e fez uma declaração dura ao se referir ao colega parlamentar. “A situação continua. Ele, para mim, continua sendo esse cara. Para mim, ele é um cara totalmente desprezível. Mas com o bloco, com os deputados e com o governo continua normal”, afirmou. A crise ganhou novos contornos nos bastidores após a reorganização das comissões permanentes da Assembleia Legislativa para o ano de 2026. A composição inicial da CCJR chegou a ser publicada no Diário Oficial Eletrônico, mas acabou sendo alterada posteriormente, provocando reações entre os parlamentares. Após a exclusão inicial de seu nome, Botelho se articulou politicamente e deixou o bloco governista liderado por Dilmar Dal Bosco. Em seguida, passou a integrar o bloco do MDB, comandado pela deputada Janaína Riva, que também reúne os deputados Doutor João, Juca do Guaraná e Tiago Silva. Com a nova configuração política, Janaína Riva indicou Botelho como membro titular da Comissão de Constituição, Justiça e Redação. A mudança abriu espaço para que Tiago Silva fosse deslocado para a suplência, permitindo o retorno de Botelho à comissão. Mesmo com a reviravolta política, o comando da CCJR permaneceu com o grupo governista. A presidência ficou com Dilmar Dal Bosco, enquanto a vice-presidência será ocupada por Diego Guimarães (Republicanos). A nova composição da comissão ficou definida com Dilmar Dal Bosco na presidência e Diego Guimarães na vice-presidência. Como membros titulares integram ainda Eduardo Botelho, Júlio Campos (União Brasil) e Chico Guarnieri (PRD). Entre os suplentes estão Tiago Silva (MDB), Sebastião Rezende (União Brasil), Paulo Araújo (PP), Wilson Santos (PSD), Janaína Riva (MDB) e Doutor Eugênio. Apesar da solução institucional para sua permanência na CCJR, o episódio deixou marcas profundas nas relações internas da base governista e evidenciou um novo clima de tensão política dentro da Assembleia Legislativa. Nos bastidores, parlamentares admitem que a disputa pela comissão revelou fissuras na articulação política da base e pode influenciar novas movimentações nos blocos parlamentares ao longo do ano legislativo. Veja o vídeo [playlist type="video" ids="379758"]