Na contagem regressiva para assumir o governo, Pivetta fala sobre mudança de secretariado e defende agendas com Abílio e diz que parceria com Cuiabá é compromisso com 25% da população de MT, VEJA O VÍDEO
JB News
por Nayara Cristina
Pivetta entra na contagem regressiva para possível posse no Governo de MT e reforça projeto político para 2026
A movimentação política em Mato Grosso já começa a ganhar ritmo com a aproximação do prazo de desincompatibilização para as eleições de 2026. Durante participação no Fórum dos Prefeitos realizado na tarde desta quarta-feira, em um evento no Buffet Alure, em Cuiabá, o vice-governador Otaviano Pivetta falou sobre o cenário político que se desenha com a possível saída do governador Mauro Mendes do comando do Executivo estadual no início de abril para disputar uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores do Palácio Paiaguás, a expectativa é de que Mendes deixe o cargo até o dia 2 de abril, prazo legal para que possa concorrer nas eleições. Caso isso se confirme, caberá a Pivetta assumir o Governo do Estado e conduzir a máquina administrativa em um período estratégico, marcado por articulações políticas e pela preparação do grupo governista para o pleito eleitoral.
Questionado sobre a proximidade do prazo e sobre a expectativa de assumir o comando do Executivo, Pivetta adotou tom cauteloso e evitou antecipar qualquer cenário definitivo. “Eu vou procurar não cometer nenhum ato falho. O Mauro está aí, vocês perguntem para ele isso. Do meu lado, o papel de vice, como sempre. Se ele decidir, nós estaremos a postos e vamos fazer o nosso, cumprir o nosso dever”, afirmou.
Apesar da postura reservada, o vice-governador admitiu que conversas sobre o tema já ocorreram dentro do grupo político. “Teve muitas já. Eu continuo na minha função e vamos aguardar os fatos. O tempo está chegando, vocês sabem disso. Nada melhor que esperar o tempo certo”, disse.
Paralelamente à expectativa de assumir o governo, Pivetta também reforçou que mantém o projeto político de disputar o Palácio Paiaguás nas próximas eleições. Filiado ao Republicanos, ele destacou que há consenso dentro da legenda para que seu nome esteja no processo eleitoral de 2026.
“Eu pertenço a um partido político e há um consenso dentro do meu partido de que eu posso pleitear a candidatura. Então eu serei candidato de qualquer forma, seja à reeleição ou à eleição. Se Deus permitir, eu vou ser candidato e vou me apresentar para o povo mato-grossense”, declarou.
Nos últimos meses, o vice-governador também tem ampliado sua presença política em Cuiabá ao lado do prefeito Abílio Brunini. A parceria tem levado Pivetta a visitar bairros da capital e participar de agendas voltadas à gestão municipal, movimento interpretado por analistas políticos como estratégia para fortalecer sua imagem junto ao maior colégio eleitoral do estado.
Pivetta minimizou críticas feitas pelo deputado estadual Eduardo Botelho, que afirmou recentemente que o vice estaria “perdendo tempo” ao acompanhar o prefeito da capital. Para ele, a relação institucional com Cuiabá é natural e necessária, já que a cidade concentra uma parcela significativa da população mato-grossense.
“O Botelho é um deputado da nossa base, que nos ajudou muito como presidente da Assembleia e também como deputado. O Abílio é prefeito da capital e nós temos compromisso com o povo mato-grossense. Cerca de 20% a 25% da população mora na capital. Então vai ter de nós a atenção e as parcerias necessárias para melhorar os serviços e as obras públicas”, pontuou.
Sobre o cenário eleitoral mais amplo, especialmente a possibilidade de uma união entre o grupo do governo e setores do PL, o vice-governador afirmou que essa hipótese não está no radar das articulações atuais.
“Nós não estamos trabalhando com essa hipótese, porque os manifestos daquele partido são claros. Tudo pode acontecer, mas acredito que não. Vamos tocar a vida do mesmo jeito”, disse.
Enquanto o calendário eleitoral avança, Pivetta afirmou que as articulações políticas seguem de forma discreta, dentro do tempo legal da pré-campanha. Segundo ele, o momento é de diálogo com lideranças políticas e fortalecimento de alianças, mas sem antecipar debates que ainda dependem das definições institucionais do grupo governista.
Com a possível saída de Mauro Mendes para a disputa ao Senado, Mato Grosso entra em uma fase decisiva da sua dinâmica política. Caso a mudança no comando do Executivo se confirme em abril, Pivetta não apenas assumirá o governo, mas também poderá se tornar uma das principais peças do tabuleiro eleitoral que definirá os rumos do estado nos próximos anos.
Veja
https://youtu.be/ck37rQaczu4?si=wSagRMzup_UwvvP8