JB News
por Emerson Teixeira
Emboscada brutal:
A execução brutal da jovem Mariana Bittencourt Santana, de 19 anos, chocou moradores de Porto dos Gaúchos neste domingo (29) e expôs mais um caso de violência extrema envolvendo relacionamento amoroso no interior de Mato Grosso.
Segundo informações das autoridades, Mariana foi assassinada a tiros pelo ex-companheiro, Agriceli Teixeira de Miranda, de 41 anos, dentro da residência onde o casal viveu. Logo após o crime, ele tirou a própria vida com um disparo na cabeça, encerrando uma sequência de violência que deixou a cidade em estado de comoção.
As investigações apontam que o crime foi premeditado e executado como uma verdadeira emboscada. O suspeito teria atraído a jovem até o imóvel sob o pretexto de que ela fosse retirar seus pertences pessoais. Sem desconfiar da intenção do ex, Mariana foi até o local acompanhada dos pais.
Ao chegarem à propriedade, localizada na Comunidade Novo Paraná, a família foi recebida pelo suspeito na área externa. O ambiente aparentava normalidade. Após alguns minutos de conversa, Mariana e a mãe entraram na casa para recolher os objetos, enquanto o pai permaneceu do lado de fora.
Pouco depois, o agressor entrou no imóvel alegando que indicaria onde estavam alguns itens. Foi nesse momento que a tragédia aconteceu.
Em questão de segundos, disparos de arma de fogo foram ouvidos. O pai da jovem, ao tentar se aproximar, se deparou com o suspeito ainda armado e recuou. Em seguida, um novo tiro foi ouvido — momento em que o criminoso cometeu suicídio.
Quando as equipes chegaram ao local, encontraram uma cena devastadora. Mariana estava caída dentro da residência com dois ferimentos de bala — um na região lombar e outro na cervical. O suspeito estava próximo, com um disparo na cabeça e a arma em mãos.
A mãe da jovem presenciou toda a execução, mas não conseguiu relatar os fatos no momento devido ao estado de choque, sendo encaminhada para atendimento médico.
Durante a perícia, foi constatada a presença de duas armas de fogo no local — uma pistola calibre .380 e um revólver — além de munições intactas e deflagradas, o que reforça a linha de investigação de planejamento do crime.
O casal manteve um relacionamento por cerca de quatro anos e estava separado havia aproximadamente dois meses. O reencontro, que deveria marcar o encerramento definitivo da relação, terminou em uma execução fria, dentro de casa, diante da própria família da vítima.
A morte de Mariana gerou revolta e tristeza na cidade, onde o caso rapidamente se espalhou e mobilizou moradores. Em municípios do interior, onde os vínculos sociais são mais próximos, crimes como esse deixam marcas profundas e ampliam o sentimento de insegurança.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que busca esclarecer todos os detalhes da dinâmica do crime e confirmar o grau de premeditação envolvido na ação.