Influenciadora presa com R$ 15 mil dentro de veículo em Cuiabá expõe esquema de saques por QR Code e pagamento por operação

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Influenciadora presa com R$ 15 mil dentro de veículo em Cuiabá expõe esquema de saques por QR Code e pagamento por operação
JB News por Emerson Teixeira   A prisão da influenciadora digital Eduarda Culca, na tarde desta segunda-feira (6), em Cuiabá, revelou um esquema mais complexo do que inicialmente apontado pelas autoridades, envolvendo uso de múltiplos cartões bancários, códigos operacionais e um sistema de liberação de valores por meio de QR Codes. A ação da Polícia Militar não apenas resultou na detenção de três suspeitos em flagrante, como também levou à descoberta de uma estrutura organizada, com divisão de tarefas e coordenação externa. O caso teve início após denúncias de saques considerados suspeitos em um supermercado no bairro Jardim Itália. A movimentação chamou a atenção pela frequência e pelo comportamento dos envolvidos, o que motivou a intervenção policial. Durante a abordagem, realizada em um Toyota Corolla Cross utilizado pelo grupo, os militares encontraram cerca de R$ 15 mil em espécie, além de diversos cartões bancários com anotações e códigos, indicando um padrão previamente estruturado para execução das retiradas. Segundo informações da PM, os próprios suspeitos confirmaram que atuavam diretamente na realização dos saques e que recebiam cerca de R$ 200 por operação concluída. O modelo de atuação sugere que eles desempenhavam funções operacionais dentro do esquema, enquanto outras pessoas, ainda não localizadas, ficariam responsáveis pelo controle financeiro e pela liberação dos valores. Um dos detidos detalhou à polícia que o grupo seguia ordens de uma mulher apontada como coordenadora do esquema. Conforme o relato, ele enviava imagens de QR Codes para essa pessoa, que autorizava os saques de forma remota. A dinâmica evidencia o uso de tecnologia como ferramenta central na execução dos golpes, permitindo agilidade nas transações e dificultando o rastreamento imediato. Com o avanço das diligências, os policiais chegaram a um imóvel ligado aos suspeitos, no bairro 8 de Abril. No local, foram apreendidos celulares, documentos, rádios comunicadores e outros materiais que podem comprovar a existência de uma rede mais ampla de atuação criminosa. Um homem que estava na residência também foi detido após apresentar informações inconsistentes, o que levantou ainda mais indícios de participação no esquema. A inclusão de Eduarda Culca entre os presos trouxe maior repercussão ao caso, principalmente pelo alcance da influenciadora nas redes sociais. A Polícia Civil agora busca esclarecer qual era sua função dentro da operação — se atuava diretamente nos saques, na articulação do grupo ou em outro nível da estrutura. As investigações seguem em andamento e devem avançar na identificação da mulher apontada como responsável pela coordenação do esquema, bem como na análise dos materiais apreendidos. A suspeita é de que o grupo não agia de forma isolada e que o modelo utilizado possa estar ligado a outras ocorrências semelhantes, ampliando o alcance do golpe. O caso lança luz sobre a evolução dos crimes de estelionato, que têm incorporado mecanismos digitais e estratégias descentralizadas para maximizar resultados e reduzir riscos imediatos. Com a prisão dos envolvidos e a apreensão dos equipamentos, a expectativa das autoridades é desarticular completamente a rede e responsabilizar todos os participantes.