Durante as buscas, os militares localizaram o corpo de Júlia próximo ao carro do suspeito, que estava com o porta-malas aberto, levantando a suspeita de que o cadáver seria removido para tentar esconder o crime. A jovem foi encontrada já sem vida, em uma cena que chocou até mesmo os policiais que atenderam a ocorrência.
Segundo informações da Polícia Civil, Alair confessou o assassinato ainda durante os primeiros depoimentos e indicou onde estavam os objetos usados no crime. Além do facão, os investigadores apreenderam uma faca e um pedaço de madeira, que também teriam sido utilizados nas agressões. A suspeita é de que Júlia tenha sido morta com extrema violência dentro da residência antes da tentativa de ocultação do corpo.
As investigações também apontaram a participação de um segundo homem, identificado como Hédio Machado, de 66 anos. Testemunhas relataram que ele esteve no imóvel e teria ajudado na tentativa de colocar o corpo da vítima dentro do veículo. No entanto, ao perceber a movimentação de vizinhos e a aproximação da polícia, ele deixou o local antes da chegada da guarnição. Posteriormente, foi localizado em sua residência e conduzido à delegacia, onde confirmou que chegou a auxiliar na tentativa de remoção do cadáver.
Até o momento, a Polícia Civil ainda não confirmou oficialmente a motivação do crime. Não há informações conclusivas sobre a relação entre a vítima e o principal suspeito, nem se houve discussão ou qualquer episódio anterior que possa ter desencadeado o assassinato. O caso segue sob investigação para esclarecer a dinâmica do feminicídio e a participação de cada envolvido.
A morte de Júlia Vitória provocou profunda tristeza entre familiares, amigos e moradores de Tapurah. Nas redes sociais, mensagens de despedida e homenagens tomaram conta das publicações desde que a identidade da vítima foi confirmada. Júlia deixa um filho pequeno, que agora cresce marcado pela ausência precoce da mãe.
Descrita por pessoas próximas como uma jovem alegre, carinhosa e cheia de planos, Júlia teve a vida interrompida de forma cruel, o que intensificou a revolta da comunidade. O caso reacendeu o debate sobre a violência contra a mulher no interior de Mato Grosso e reforçou o apelo por respostas rápidas da Justiça.
A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) esteve no local para os procedimentos periciais. O corpo da jovem foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), enquanto os dois suspeitos seguem à disposição da Justiça.
Veja:
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