“‘Governo está com medo’, dispara Margareth ao denunciar manobra com volta relâmpago de Fávaro ao Senado para influenciar CPMI”, VEJA O VÍDEO

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“‘Governo está com medo’, dispara Margareth ao denunciar manobra com volta relâmpago de Fávaro ao Senado para influenciar CPMI”, VEJA O VÍDEO
JB News por Nayara Cristina “Governo está com medo”: retorno relâmpago de Fávaro ao Senado provoca reação dura e expõe bastidores da CPMI do INSS A volta às pressas do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, ao Senado Federal nesta sexta-feira (27), para participar da votação do relatório da CPMI do INSS, intensificou a crise política em torno das investigações e provocou uma reação contundente da senadora Margareth Buzetti, que denunciou publicamente o que classificou como uma manobra do governo para interferir no resultado. Fávaro foi exonerado temporariamente do cargo para reassumir sua cadeira no Senado em um movimento que, segundo aliados do governo, atende a uma necessidade política diante da importância da votação. No entanto, a decisão gerou forte repercussão, especialmente por ter ocorrido de forma repentina e sem comunicação prévia à suplente, que vinha exercendo o mandato. Em declaração marcada por indignação, Margareth Buzetti afirmou que a substituição expõe o temor do governo em relação ao conteúdo do relatório e ao possível desdobramento das investigações. “Eu apareci na CPI. Eu acho que o governo tá com muito medo. Muito medo desse relatório. É a única explicação que eu acho pra ele ser exonerado a essa hora, de sexta-feira, exatamente. Foi publicado no Diário Oficial por causa que tem medo do meu voto”, disparou. A senadora também ampliou o tom das críticas ao tratar das apurações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, citado no relatório da comissão. “Pra mim não interessa se o roubo dos aposentados começou no governo Bolsonaro ou se começou no governo Lula. Foi roubo dos aposentados. Se o Lulinha deve, ele que venha se explicar. E o seu papai Lula deveria vir aqui e mostrar o seu filho e pedir pra ele se explicar. E não ficar escondendo seu filho da forma como está. Isso é uma vergonha”, afirmou. Buzetti ainda reforçou que, na sua avaliação, a questão ultrapassa disputas partidárias e envolve responsabilidade com recursos públicos. “Não existe dinheiro público. Não é o governo que tá pagando os aposentados. É o povo brasileiro que tá pagando mais uma vez. Eu só posso lamentar, mas saio de cabeça erguida”, disse. Outro ponto que chamou atenção foi a forma como a mudança foi conduzida. A senadora revelou que não foi sequer informada oficialmente sobre sua substituição. “Soube agora, porque viram no Diário Oficial. Não fui nem informada. É dele a cadeira, claro, mas o mínimo de respeito a gente deveria ter”, declarou, ao comentar o retorno de Fávaro. O episódio escancara o clima de tensão em torno da CPMI do INSS, que se tornou um dos principais focos de embate político em Brasília. A votação do relatório, cercada de expectativas e pressões, ganha agora novos contornos com a troca repentina de cadeiras e acusações diretas de interferência, ampliando o desgaste do governo e colocando ainda mais holofotes sobre o desfecho das investigações. Veja [playlist type="video" ids="386410"]